10 de julho de 2011

Quem somos nós para julgar?

É muito interessante como nós seres humanos somos tendenciosos a julgar, a tirar conclusões precipitadas em determinadas situações e muitas vezes imaginar certas coisas tendo a certeza de que realmente estão acontecendo. Esse tipo de comportamento traz muitos prejuízos e muitas vezes provoca estragos irreversíveis.
Podemos afirmar que, às vezes, este tipo de atitude não é intencional e muitas vezes até nos passa despercebido, isso é claro quando somos o autor do julgamento, mas não acontece o mesmo com a pessoa que é por nós julgada.
Quem nunca olhou para um desconhecido e de repente fez uma análise completa de sua personalidade, caráter e comportamento? Quem nunca esqueceu um objeto em determinado lugar, depois afirma ter deixado em outro e acusa alguém de ter pegado? Quem nunca se irritou ao presenciar duas pessoas conversando e que ao mesmo dirigiram os olhares para nós,logo veio a certeza de que estavam falando da gente?Quem nunca viu dois desconhecidos do sexo masculino se abraçando e logo chegou a conclusão de que ambos eram homossexuais? Quem nunca viu uma pessoa de classe menos favorecida e chegou a conclusão de que se tratava de um ladrão?Quem nunca acreditou em uma fofoca contada por terceiros e agiu como se fosse verdade?Quem nunca desconfiou que atrás de uma boa ação houvesse uma segunda intenção?
Agora imagine: Quando conhecemos verdadeiramente a pessoa que de antemão fizemos uma prévia análise, logo percebemos que não é nada daquilo, ela é totalmente diferente do que pensamos. Aí vem aquela antiga frase: “Antes de te conhecer imaginei que fosse outro tipo de pessoa”. Quando encontramos o objeto desaparecido e descobrimos que nunca saiu de onde colocamos, que vergonha ter acusado a outra pessoa injustamente, aí pensamos: “Mas eu tinha certeza que havia deixado aqui”. Quando encontramos uma das pessoas que em determinado dia achamos que falava de nós, nos surpreendemos quando sem perceber nos revela: Não notamos à sua presença naquele dia. E aí pensamos: “Desta vez errei feio, da próxima vez tomarei mais cuidado”. Quando vimos dois desconhecidos do sexo masculino se abraçando e logo descobrimos que não passavam de dois irmãos trocando carinhos. E aí pensamos: “As pessoas às vezes confundem”. Quando vimos alguma pessoa com um nível financeiro muito abaixo do nosso e logo desconfiamos que fosse ladrão, lá na frente perdemos a carteira e veja só quem a encontrou e nos devolveu. Pensamos: “Que coisa feia que fizemos”. Quando acreditamos em uma fofoca e muitas vezes agimos impensadamente, descobrimos que fomos injustos. Logo pensamos: “O estrago já foi feito”. Quando desconfiamos que atrás de toda ação existe uma segunda intenção e lá na frente percebemos que não havia segunda intenção.O que acontece? Logo nos envergonhamos.
Não temos poder para ler pensamentos, não temos poder de estar em mais de um lugar ao mesmo tempo, sendo assim tudo que acontece na nossa mente à respeito das pessoas e de algumas situações não passam de julgamentos.Na maioria das vezes o que atribuímos a outras pessoas, nada é mais do que aquilo que não temos coragem de atribuir a nós mesmos.Quem somos nós para julgar alguém? “Na mesma medida que julgares será julgado”.


 “Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça.”  (João 7:24)

Mônica Bastos