26 de novembro de 2014

Em 4 passos, aprenda a valorizar os seus serviços.

Se porventura alguém me perguntasse quanto eu valho, a reposta seria: Não tenho preço, meu valor é incalculável. Estou certa? Sim, pois na verdade, qualquer um pode colocar preço, mas está em nós determinar o valor.
Infelizmente o preço dos serviços profissionais sobe ou desce de acordo a demanda, ou seja, de acordo a necessidade que temos deles. Quanto mais raro, mais difícil e menos acessível, mais caro fica e vice e versa.
Gosto muito de café, em determinada ocasião, estava em um evento o qual não era servido café. Um colega apareceu com uma garrafa, a colega do lado logo brincou: Quanto custa uma xícara de café? Ele brincando respondeu: R$ 10,00. Ela retrucou: Um pacote de café é R$ 3,50; imagine quantas garrafas de café dá para fazer com um único pacote? Eu que gosto muito de café, respondi: R$ 3,50 em casa, por essa xícara de café pago até R$ 15,00. Para quem não gosta de café e não vai se preocupar em ficar o dia inteiro sem consumi-lo, R$ 10,00 é muito, no entanto para quem ama café e vai ficar o dia inteiro sem tomar uma xícara R$ 10,00 pode tornar-se irrelevante, poderíamos até dizer que é um ótimo investimento. Não é preço, é valor. Em relação a nossa vida profissional não é diferente, o nosso preço, depende totalmente do valor que as pessoas dão aos nossos serviços. Isso acontece quando tornamo-nos profissionais qualificados, competentes, responsáveis, confiáveis e principalmente indispensáveis. Como valorizar os meus serviços?

   1. Valorize-se: Muitos profissionais acreditam que é preciso baixar o preço de determinado serviço, visto entender que a concorrência está cada vez mais acirrada. Para que nossos serviços sejam valorizados, de antemão essa valorização precisa vir do próprio profissional. Há consumidores que acreditam que produto caro é produto bom. Para esses consumidores, o preço ainda é indicativo de qualidade.
Determinada ocasião, brinquei com um amigo: Leve-me para trabalhar com você. Ele imediatamente respondeu: Não posso pagar seu preço, nos últimos anos subiu muito. Eu ri e disse: Não te disse meu preço. Mesmo assim ele continuou: Mas sei que não posso pagar. Claro que não é bem assim, ele pode me pagar muito bem. Será que pode? (risos)

2Apresentação: Alguém em determinado momento disse: A primeira impressão é a que fica. Bem que poderia ser diferente, até porque muitas vezes o primeiro contato geralmente é o mais difícil, ansiedade, medo e um misto de interrogações surgem na mente, dificultando uma apresentação, à nossa altura.  Sabemos que é difícil, sendo assim, precisamos pensar sempre: “Essa pode ser a única oportunidade da minha vida, preciso dar o meu melhor.” Se a primeira impressão é a que fica, então que seja a melhor possível.

3. Vigilância: Quando uma empresa tem interesse em determinado profissional, obviamente que a mesma fará um levantamento sobre o mesmo. Sendo assim, cuidado, você pode está sendo observado. Sabe aquele negócio de que minha vida pessoal não tem nada haver com minha vida profissional? Conto da carochinha.  Por quê? John C Maxwell sabiamente escreveu: “Não dá para ter um sistema de valores para uso no mundo dos negócios e outro para a vida pessoal. O caráter de uma pessoa rege toda a sua vida.”

    4. Paciência: Um profissional bem sucedido não nasce do dia para a noite, trata-se de um processo gradativo. Requer preparação, dedicação, eficácia e paciência. Semelhante a uma árvore assim é a nossa vida profissional, antes de lançar a semente analisa-se o solo, muitos profissionais comemoram no momento que lançam as sementes, mas é preciso compreender que lançar sementes em solos inférteis é perda de tempo. Precisamos cultivar a semente até que a mesma comece a germinar. E é lá no solo que tudo acontece, de maneira invisível a raiz é formada. É na raiz, na base que está todo o segredo. Quando os primeiros ramos começam a aparecer, é sinal de que nosso trabalho está começando. Mas a dedicação continua, a árvore precisa ser demasiadamente cultivada, de maneira que as tempestades não venham a arrancá-la. Com muito cuidado e dedicação, nascem às folhas, as flores e aí sim os frutos. Infelizmente a árvore só é vista no momento em que começa a dar frutos, até porque quem não quer sentar embaixo de uma bela sombra e comer umas frutinhas? Os que não conseguem colher por bem começam a atirar pedras na calada da noite, claro que muitas vezes o objetivo não é derrubar a árvore, mas experimentar seus frutos gratuitamente ou a preço de banana, sem se importarem é claro, com o trabalho e tempo investido do dono da árvore. Infelizmente não percebem que a pedra quando não acerta o fruto, acerta a árvore e pode muitas vezes machucá-la e dependendo das pedradas até matá-la. E o que fazer diante de tal situação, visto os frutos estarem visíveis e atraindo atenção? Preservar a nossa árvore para que seus frutos sejam raros, menos acessíveis e bastante procurados. Para que haja preço, precisa ter valor. 

     Mônica Bastos