8 de agosto de 2014

Protagonista ou figurante?

A vida é algo tão sobrenatural, que defini-la seria quase impossível, já que é algo extremamente ímpar. No entanto, costumo compará-la a uma grandiosa e perfeita produção  cinematográfica, onde o início dá-se através de uma história, escrita pelo o melhor autor do universo, Deus. E nessa história, nós somos os protagonistas.
Acredito que houve um cuidado especial de Deus, ao escrever cada história, e o seu desejo é de que todas tenham um final feliz, até porque a sua palavra nos testifica:Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas.” (Romanos 2:11). Sendo assim, Ele não escolhe um grupo que terminará bem e outro que terminará mal. Então, a pergunta é: Por que isso acontece? Porque o autor da nossa história, diferente dos autores dos filmes normais, inicia a nossa história e depois nos inclui no processo da autoria, dando-nos a opção de fazer escolhas. Eis que hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição.” (Deuteronômio 11:26). Deus mostra-nos o caminho a seguir e nós decidimos ou não trilhá-lo, simples assim, não é mesmo? Não, infelizmente não é tão simples assim. Não é simples entender porque em toda essa produção cinematográfica, algumas pessoas ficaram com os “papéis mais interessantes”, e outros têm que se contentarem muitas vezes com participações especiais ou até mesmo com a posição de figurantes. É preciso deixar bem claro, que essa não é uma condição dada a nós por Deus, ele colocou todos nós na posição de personagens principais. O que faz com que nos sentimos como se estivéssemos assumido papéis inferiores, é simplesmente a nossa visão. A maneira como nos vemos é que faz sentir-nos inferiores. A maneira como deixamos as pessoas nos verem é que determina qual o papel estamos assumindo nesta produção cinematográfica chamada vida.
Deus não deu-nos o privilégio de vir a este mundo por acaso, todos nós somos extremamente importantes e amados por ele. “Deus é amor...” (1 João 4:16). O que precisamos compreender é que somos únicos e que cada um na sua posição de papel especial, tem uma missão a cumprir. E nessa missão cada um recebeu de Deus um DOM especial, ou seja, uma capacidade especial inata. Na prática, um dom é um potencial para desempenhar com alguma facilidade determinadas tarefas que são complexas para a maioria das pessoas.É algo muito especial e também muito importante.
Precisamos mudar a visão de que o dom de algumas pessoas é mais útil ou mais importante que o nosso, ou muitas vezes, até mais divertido. Esse pensamento é altamente ingrato e egoísta. Para que qualquer projeto seja bem sucedido, é preciso que haja um excelente trabalho em grupo, onde cada um possa exercer com excelência o seu dom.
Já pensou se no nosso corpo só houvesse cabeça? O quem sabe, só braço? Talvez só olho? Como que conseguiríamos viver? Assim também é na nossa produção cinematográfica chamada vida, todos nós assumimos a posição de papel principal, sabendo que cada um tem uma missão a ser cumprida, missão essa que não poderemos realizar sozinhos. Para alguém estar no palco, é preciso que a equipe que está atrás das cortinas trabalhe arduamente. E para fazer o palco valer à pena, precisamos nos esforçar muito para que a equipe da plateia faça a sua parte.
Todos nós devemos aprender a valorizar e honrar a nossa história, nos esforçando para cumprir a missão para o qual fomos chamados. Seja qual for a nossa posição ou função nesta terra, é preciso entender que por mais fútil, difícil ou até chata que pareça ser, acredite em mim, isso não é verdade. Você, eu, nós, somos igualmente importantes e especiais.

Mônica Bastos

“Cada um exerça o dom que recebeu para servir os outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas.” (1 Pedro 4:10)