15 de junho de 2015

Mesma dificuldade, solução diferenciada.


Resolvi ir ao dicionário e pesquisar o significado de uma palavra, que insiste em fazer parte do nosso vocabulário, dificuldade: Caráter daquilo que não é fácil; atributo do que é difícil, trabalhoso, árduo; impedimento ou obstáculo; oposição; Aquilo que denota complexidade; algo complicado.
As dificuldades atingem a todos, independente da classe social, religião, cor da pele ou sexo; todos nós somos humanos e temos as nossas deficiências e fraquezas.
Infelizmente as dificuldades tem grande influência sobre as nossas vidas, fazendo-nos estacionar e muitas vezes até desistir. Como vencer as nossas dificuldades? Jesus é mestre em vencer dificuldades e deixa-nos grandes ensinamentos através da sua palavra.

1. Priorize a causa: Um cego se aproxima de Jesus: “... e, chegando ele, perguntou-lhe, dizendo: Que queres que te faça? E ele disse: Senhor, que eu veja.” (Lucas 18:40-41).A pergunta de Jesus parece brincadeira. No entanto, um cego é acometido por inúmeras dificuldades, desde se locomover até prover o próprio sustento. Jesus estava ali para ajudá-lo, mas o cego é quem decidiria qual dificuldade resolver. O cego sabia que aquela poderia ser a sua última chance, então disse: “Senhor, que eu veja.” Ele não priorizou as dificuldades originadas pela cegueira, mas a cegueira, causadora de inúmeras dificuldades.
Perdemos grandes oportunidades na vida, por não saber priorizar aquilo que deve ser priorizado. Então, se tivermos que gastar tempo e esforço para resolver uma dificuldade, que nosso investimento seja alto, a fim de resolvermos a causa. Toda dificuldade tem uma origem, e é nessa origem que devemos agir.

2. Não meça esforços: Vendo Jesus um cego de nascença, foi até ele: “Tendo dito isto, cuspiu na terra, e com a saliva fez lodo, e untou com o lodo os olhos do cego. E disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé. Foi, pois, e lavou-se, e voltou vendo.
( João 9: 6-7)
 Existem muitas pessoas que se dispõe a nos ajudar, mas precisamos compreender que nunca se esforçarão na mesma proporção que nós. Se quisermos resolver as nossas dificuldades, nós mesmos precisaremos correr atrás de soluções.
O cego sabia quem era Jesus e tinha convicção de que o mesmo poderia ajudá-lo e ao encontrá-lo, humildemente aceita as suas orientações e as coloca em prática sem questionar.
Infelizmente o nosso egocentrismo priva-nos de receber orientações de pessoas mais experientes que podem de fato nos orientar a tomar as melhores decisões.
Não é fácil ouvir orientações e nada fácil colocá-las em prática quando estão totalmente fora daquilo que estamos acostumados a fazer. No entanto, precisamos quebrar paradigmas e abrir a nossa mente para o novo. Se fazemos sempre as mesmas coisas e não estão dando certo, isso é um grande indício de que estamos na direção errada. Então, assim como aquele cego, precisamos colocar a mão na massa e abrirmos para o novo, mesmo que esse novo muitas vezes pareça-nos loucura. Quem disse que resolver dificuldade é fácil?
Humildade, fé e disposição são grandes lições extraídas da atitude de alguém que queria resolver suas dificuldades.

2. Mantenha sigilo: Chegando a Betsaida, levaram um cego até Jesus, pedindo-lhe que o tocasse: “E, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia; e, cuspindo-lhe nos olhos, e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe se via alguma coisa.
E, levantando ele os olhos, disse: Vejo os homens; pois os vejo como árvores que andam. Depois disto, tornou a pôr-lhe as mãos sobre os olhos, e o fez olhar para cima: e ele ficou restaurado, e viu a todos claramente. E mandou-o para sua casa, dizendo: Nem entres na aldeia, nem o digas a ninguém na aldeia.” ( Marcos 8:22-26)
O cego, ao procurar Jesus, sabia o que queria, ser por ele tocado, pois acreditava que se Jesus o tocasse, seria curado. Ele procurou alguém que realmente podia  ajudá-lo. Se quisermos resolver as nossas dificuldades, precisamos pedir ajuda às pessoas que ao invés de alarmarem, ajude-nos a resolvê-las.
Neste último caso, o cego foi junto com Jesus para fora da aldeia, recebeu a cura e Jesus o orientou a ficar calado. Nem sempre devemos alarmar as nossas conquistas. Muitas vezes devemos simplesmente nos calar, evitando que maiores dificuldades sejam geradas à ­­­­partir da resolução de algumas. Quem? Como? São perguntas que muitas vezes não necessitam ser respondidas.
A estudarmos a forma grandiosa como Jesus curou esses três cegos, percebemos que ambos tinham a mesma dificuldade, mas Jesus os curou de maneira diferenciada, nos ensinando que cada um é cada um. Não podemos olhar para o outro e seguir as mesmas estratégias, com o intuito de chegarmos ao mesmo lugar, talvez isso não seja possível. Pedir direção ao Espírito Santo de Deus é sempre a melhor decisão.

Mônica Bastos