21 de março de 2012

Novembro

O sol já está quase se pondo e estou sentada próxima a janela que se embaçou com o sopro de uma vida futura e passada. Quem sou eu? Uma boa pergunta para o leitor que a faz. Chamo-me Rebeca de Souza Mariano Bastos, filha de Mônica Bastos e Edmundo Mariano. Uma das coisas que certamente herdei da minha mãe foi a coragem de lutar e vontade de vencer, e do meu pai "cavalheiro da esperança" o desejo de ver meus ideais realizados. 1993 certamente o início. Cidade pequena, como de costume todos já se conhecem, assim não foi diferente com meus pais. Começaram a namorar quando ela tinha 15 anos, namoraram por três anos, após esse tempo,finalmente se casaram. Um casamento que não era aceito por todos, então decidiram não convidar ninguém, além dos padrinhos, para assistirem o casamento de última hora. O amor que um tinha um pelo o outro ultrapassava todos os limites, e foi assim que deu início a uma nova vida. Em 15 de setembro de 1997, eu, Rebeca, nasci. Nada é tão romântico como ouvir um relato honesto e completo da história de amor de um casal. Somos muito privilegiados quando esta história é a de nossos pais. Cresci ouvindo como meus pais se conheceram e casaram. As fotos dos álbuns de família servem como um cartaz para nos ajudar a “ver” a mamãe e o papai como eram quando se interessaram um pelo outro. Em pensamento, retrocedo no tempo, silenciosamente observando seu momento do destino, e nessas vidas, o melhor de Deus se cumpriu na vida deles.Não me lembro de exatamente tudo da minha infância, mais lembro o essencial: Sempre fui amada, tive bons exemplos, tive boas amizades, tive e tenho Deus, cuidando de mim e me protegendo. lembro o cheiro dos lençóis lavados, a guerra para escovar os dentes, histórias contadas antes de adormecer, o desejo de chegar em casa e depois, outra vez a vontade de sair.Um prato especial nos dias de festa; birras; é preciso vestir aquela roupa nova; acordar com um beijo; adormecer com uma oração; natal; primos; visitas a casa dos avôs; brincadeiras. Às vezes notar, sem notar, uma expressão semelhante a tristeza ou cansaço no rosto do pai ou no rosto da mãe. Depois, brincadeira de novo. Música, flores, sorrisos. É tão bom ser pequenina. Durante muito tempo estive convencida de que era a infância que acendia nas pequenas coisas de todos os dias essa música e esse encanto que agora recordo. Lembro-me de quando estava começando a aprender a ler, chegava em casa animada, pra treinar com mamãe, torcendo pra chegar o próximo dia, para chegar na escola, mostrar a professora o tal desempenho. Quando aprendi, finalmente, foi uma alegria, não só minha mais de todos que me rodeavam, esse passo importantíssimo, foi à porta para toda a visão do mundo. Foi nesse mesmo ano, ano de 2003, que vim saber o que era vida, vim ver a vida na prática. Nasci e realmente iluminei a vida dos meus pais, e esse amor cresceu, e achamos que precisaríamos de mais alguém... Foi assim, que, em fevereiro com a permissão e o plano de Deu nasceu meu querido irmão, Edmundo Alberto. Mas até hoje não sei quando os irmãos vão deixar de serem irritantes.

Como todos os irmãozinhos, o meu também foi crescendo, tendo seu mundo, seus brinquedos, seus amigos, sua vida. Com esse irmão, aprendi muita coisa, principalmente a dividir. Dividir o amor dos pais, da família, dividir os brinquedos, as broncas, as tristezas e principalmente as alegrias. Muitos de nós idealizamos relacionamentos, sonhamos em formar com o irmão uma parceria invejável. Entendi que irmãos não precisam andar juntos, gostar das mesmas coisas, falar sobre os mesmos assuntos, ter os mesmos amigos. O mais importante em se ter um irmão é saber que, aconteça o que acontecer na nossa vida, sempre vai ter alguém que vai nos amar só por ser nosso irmão.E aqui estou eu, em 2011, com 14 aninhos, graças a Deus, sempre tive uma ótima vida, trago planos em mim, sorrisos, abraços, o medo do futuro, que está logo aí na minha frente, e só de pensar que tudo depende de mim, se for a vontade de Deus na minha vida, que eu sei que é o melhor pra mim, vem a certeza de que nunca estarei só.

Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca. É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei , mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer por que no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.Descobri que nossos pais amam-nos porque somos seus filhos, é um fato inalterável. Nos momentos de sucesso, isso pode parecer irrelevante, mas nas ocasiões de fracasso, oferecem um consolo e uma segurança que não se encontram em qualquer outro lugar. Os seus braços sempre se abrem quando preciso um abraço. Teu coração sabe compreender quando preciso um amigo. Teus olhos sensíveis se endurecem quando preciso uma lição. Tua força e teu amor me dirigiram pela vida e me deram as asas que precisava para voar. Nem tenho palavras para agradecer a todo o amor de meus pais, todo o carinho, toda a dedicação a mim. Creio que eles são os melhores pais do mundo, entendo que toda correção é para o meu bem, todos os castigos, só querem que eu me torne o melhor no que eu quero ser. Só esperam que eu seja uma pessoa de bem, e mais importante, e é o que eu vou fazer, me firmar mais e mais na rocha (Jesus). Vejo tantos casais, uns brigando sempre, outros se separando, e em meus pais, só vejo amor sincero, vejo o agir de Deus nas nossas vidas, e entendo mais ainda que sem Deus nada possa fazer ou ser. Palavras seriam inúteis para o que eles realmente significam pra mim, mesmo às vezes eu pisando feio na bola, mais é que sou humana não é mesmo? E erro. Mais estou sempre fazendo o possível para não desapontá-los. E não sei realmente o que seria da minha vida sem eles.E é isso, estou vivendo da melhor forma que posso, sempre agradecendo e colocando minha vida diante do meu Deus, e que seja feita somente a vontade dele na minha vida.

Minha infância foi tão doce, minha adolescência é de mudanças, minha velhice será de lembranças.

Rebeca Mariano


20 de março de 2012

Obedecer é melhor que sacrificar


Quando falamos de pecado a palavra que logo me vem à mente é desobediência. Sendo assim entendemos que o pecado é simplesmente a desobediência às ordens e aos preceitos do Senhor, descritas na sua palavra.
Primeiro pecado praticado pelo homem, segundo a bíblia foi à desobediência a uma ordem dada por Deus no jardim do éden; a ordem é para que o homem não comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal.

E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. (Gênesis 2 :16-17)

Ao estudarmos o livro de Gênesis, podemos perceber que infelizmente o homem não obedeceu a Deus. Por quê? Será que o homem não obedeceu a Deus simplesmente pelo prazer de contrariar as ordens de Deus? Não, a desobediência veio através da ambição. Eva, vendo que a fruta era boa para se comer e na sua visão ao invés de morrer, os seus olhos se abririam e ficaria como Deus.
Baseando-nos nesta palavra podemos perceber como nós seres humanos somos facilmente enganados a pecar e a desobedecer ao Senhor, por muitas vezes preferimos nos enganar a ver a verdade.
Algumas pessoas não cristãs podem até questionar: Que Deus é esse tão cheio de oposição? Na verdade compreendemos que o que Deus realmente quer é que simplesmente entendamos que ele é quem está no controle das nossas vidas, e para isso funcionar com certeza tem que ter regras e organização. Quando Deus nos faz certas exigências, é para o nosso bem.
Muitas pessoas de religiões diversificadas criticam a forma como nós evangélicos, deixamos que Deus conduza a nossa vida. Mas imagine se isso não acontecesse? Outro dia conversando com o meu chefe até comentei os privilégios de se ter um funcionário evangélico, e um deles era justamente o temor ao Senhor. Quando deixamos de praticar algumas coisas ruins não é simplesmente porque nos achamos melhores do que o restante do mundo, mas simplesmente porque tememos desobedecer às ordens do nosso pai celestial.
Imagine se não entendêssemos que roubar, matar, adulterar, enganar e outras coisas mais não fossem errados diante de Deus, como que esse mundo estaria? Deus nos limita, nos controla através das suas ordens e isso faz com que possamos viver mais tranquilamente neste mundo, muitas vezes até “mais seguros”.
O que temos que deixar claro é que não é a falta da prática do pecado que nos aproxima mais de Deus, mas o que esta falta de prática traz: Obediência à sua palavra. Quando deixamos de praticar o pecado estamos, mostrado toda a nossa obediência a Deus, estamos automaticamente assumindo o nosso amor, dedicação, respeito e honra. Assumimos verdadeiramente o nosso desejo em servi-lo e agradá-lo.
Qual é o meu objetivo através deste artigo? Levar a todos compreenderem a importância da obediência à palavra do Senhor, pois muitas vezes passamos dias fazendo campanhas de oração, pregamos a palavra de Deus, defendemos com unhas e dentes aquilo que verdadeiramente cremos, mas que infelizmente não passam de sacrifício de tolos. Por quê? A palavra é clara quando Deus nos orienta: 

“Porém Samuel disse: Tem porventura o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do SENHOR? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros”. (1 Samuel 15:22)

A grande satisfação de Deus está em justamente obedecê-lo, se fizermos inúmeras trabalhos para o seu reino em desobediência, é a mesma coisa de não fazer nada, ou seja, é perca de tempo. Por isso, compreendemos que pecado não tem tamanho, ou mentindo ou roubando estamos desobedecendo a Deus. Pecado tem consequências diferenciadas, mas todos, com exceção da blasfêmia contra o Espirito Santo, são de igual tamanho.
Isso é bastante preocupante, visto que:

“Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus”. (I Coríntios 6:1)

Percebemos que os efeminados e os roubadores encontram-se na mesma situação, ambos não herdarão o reino dos céus. E aí pergunto: Dentro das nossas igrejas podemos até não aceitar a prática do homossexualismo, mas porque aceitamos a prática do roubo? Como assim? Deixa-me ser mais clara:

“Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação”.  (Malaquias 3:8-9)

Sei que isso é pesado, mas meu papel como serva de Deus é orientar meus queridos irmãos: Cuidado com a sentença que muitas vezes damos para outras pessoas e seus respectivos pecados. Você que não é dizimista, é roubador e está simplesmente enquadrado na mesma lista dos homossexuais. Sendo assim, antes de tudo melhor fazer como a palavra nos orienta:

“O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos”. (Oséias 4:6)

Não estou aqui defendendo a prática do homossexualismo, pelo contrário, também a condeno. Só estou alertando através da palavra que cada um examine a si mesmo, antes de lançar sentença para o pecado dos outros. Lembre-se do rei Davi:

E o SENHOR enviou Natã a Davi; e, apresentando-se ele a Davi, disse-lhe: Havia numa cidade dois homens, um rico e outro pobre. O rico possuía muitíssimas ovelhas e vacas. Mas o pobre não tinha coisa nenhuma, senão uma pequena cordeira que comprara e criara; e ela tinha crescido com ele e com seus filhos; do seu bocado comia, e do seu copo bebia, e dormia em seu regaço, e a tinha como filha. E, vindo um viajante ao homem rico, deixou este de tomar das suas ovelhas e das suas vacas para assar para o viajante que viera a ele; e tomou a cordeira do homem pobre, e a preparou para o homem que viera a ele. Então o furor de Davi se acendeu em grande maneira contra aquele homem, e disse a Natã: Vive o SENHOR, que digno de morte é o homem que fez isso. E pela cordeira tornará a dar o quadruplicado, porque fez tal coisa, e porque não se compadeceu. Então disse Natã a Davi: Tu és este homem. Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Eu te ungi rei sobre Israel, e eu te livrei das mãos de Saul; (2 Samuel 12:1-7)

Digo isso porque a palavra do Senhor nos diz que a nossa luta não é contra a carne e sangue, mas contra os principados e potestades do ar. Sendo assim venho através destes alertar a alguns irmãos que a briga do Pr. Marco Feliciano é espiritual e quem tiver disposto a entrar nela, de antemão precisa se preparar espiritualmente, para que não façam sacrifício de tolos e venham sofrer sérias consequências.
Quer ajudar o pastor? Se prepare, ore. Porque o povo de Deus não se reúne em campanhas de jejuns e oração? Satanás se vence é assim.
Digo isso porque tenho percebido a falta de prudência de alguns servos de Deus, que ficam horas escrevendo bobeiras no facebook, sem saber exatamente que está dando a sua própria sentença. Esse é assunto é sério, essa briga é grande, mas infelizmente o exercito não tem se preparado. Qual o resultado de uma guerra sem que os soldados não estejam preparados?

“Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus”. (I Coríntios 6:1)

Jesus, o maior líder existente em toda história da humanidade, tratou o pecado de forma misericordiosa. Assim como os roubadores, os adúlteros e efeminados não entrarão no reino dos céus e olha como Jesus tratou uma adúltera.

E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério. E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando. E na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? Isto, diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra. E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se, e disse-lhes: Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela.E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra. Quando ouviram isto, redarguidos da consciência, saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos últimos; ficou só Jesus e a mulher que estava no meio. E, endireitando-se Jesus, e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais”.  (João 8:3-11).

Através deste texto, não quero que os irmãos desistam de pregar à verdadeira palavra de Deus, combatendo da melhor forma possível as obras da carne, pelo contrário, só quero alertá-los a cerca de que para isso é necessário uma preparação espiritual.

Mônica Bastos