21 de novembro de 2014

Eu nasci de novo?

“Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? (João 3:4)

Diariamente ouvimos de muitas pessoas a afirmação de que a partir do momento em que decidiram servir a Jesus, nasceram de novo; tudo isso por acreditarem que esse novo nascimento acontece de maneira automática. Afirmar tal proeza é fácil, difícil mesmo é comprovar toda essa mudança, não porque a mesma não exista, mas pelo simples fato de alguns crerem que para nascer de novo não é necessário nenhum esforço, como se tudo acontecesse num passo de mágica.
O que é esse novo nascimento? Quando Cristo nos alerta da necessidade de nascer de novo, ele está nos orientando a transformar a nossa vida, de maneira que venhamos estar totalmente abertos para um novo aprendizado. Abertos para aquilo que ele tem a nos ensinar através da sua palavra. Nascer de novo significa esquecer tudo o que aprendi até aqui, e decidir viver uma nova história. Por que alguém se submeteria esquecer tudo o que viveu até aqui, a ponto de desejar viver uma nova história?
Isso não acontece com todos, mas sim com aqueles que em determinado momento da vida, chegaram à conclusão de que nada valeu à pena. O caminho trilhado não os levou a lugar algum e hoje, sofrem certos de que fracassaram. Nascer de novo é uma opção dada por Cristo, àqueles que querem recomeçar de maneira diferente. É o que podemos chamar de “ segunda chance.”
A palavra de Deus nos diz: E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento.”(Marcos 2:17)
Seria tudo tão perfeito, caso, os doentes assumissem a sua condição de paciente especial, ao invés de assumirem a condição de médico, que neste caso pertence a Cristo. Faz-se o compromisso de nascer de novo, no entanto, após compromisso firmado, não ouve as orientações de Cristo, acerca das etapas do novo nascimento. Sabe o que acontece com paciente que não aceita as orientações do médico? Indisciplinado, não toma a medicação recomendada, sem paciência, assina termo de responsabilidade para receber alta antes do prazo determinado, sai do hospital, certo de que está curado e começa sem experiência alguma a prescrever medicamento para todos aqueles, que encontra e que apresentam os mesmos sintomas, ao qual o mesmo foi acometido em momento anterior. Nós sabemos muito bem, que um mesmo sintoma, pode ser sinal de doenças completamente diferentes; precisamos estar atentos ao detalhe que, medicação sem prescrição médica é muito perigoso.
No final de tudo, o mesmo paciente, com sorte, volta ao hospital, outros infelizmente não conseguem outra chance. Imaginem aqueles que cruzaram o seu caminho e por eles foram medicados?
Um paciente, mesmo curado, não está apto a prescrever medicamento, imagine aquele que acha que já está curado? Infelizmente nos dias de hoje, as pessoas estão se esquecendo de indicar o médico dos médicos, como se o mesmo fosse dispensável. Devemos indicar o médico ao paciente, esperar que o mesmo seja por ele tratado. Após a liberação, podemos acompanhá-lo, ajudando-o a seguir as orientações do médico.
Infelizmente a pessoa vai ao hospital uma única vez e já quer sair doutor. O único problema é que doutor não se forma em hospital e sim em universidades.
O hospital é o primeiro lugar em que nós seres humanos, que almejamos nascer de novo passamos, sim, é lá que com auxilio do médico nascem os bebês. É preciso lembrar que bebê não nasce andando, muito menos falando. O médico manda pra casa, no entanto, o mesmo precisa de auxilio, apoio e cuidados especiais. Dando início ao processo gradativo do novo nascimento ao qual decidimos nos submeter.
Em outro momento aprenderemos as etapas do processo do novo nascimento.

Mônica Bastos

16 de novembro de 2014

Inversão de valores.De quem é a culpa?

“E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”(Romanos 12:2) 

Ouço muitas pessoas indignadas com a evolução da natureza humana, a cerca da inversão de valores. A culpa na maioria das vezes recai sobre a globalização e o processo evolutivo da tecnologia. Há aqueles que atribuem ao rádio, a tv, a internet e muitas vezes a universidade a responsabilidade por essa perda de valores. É triste saber que vivemos em uma sociedade, onde as pessoas não sabem exatamente o que é certo e o que é errado.
Então, de quem é a culpa? Acreditamos que essa inversão de valores é fruto da capacidade que o ser humano tem de influenciar e também ser influenciado. Sendo assim, podemos dizer que na mesma fonte está o veneno e também o antidoto.
No Capitulo 3 do livro de gênesis, não encontramos tv, internet, rádio e muito menos universidade. Mas percebe-se no início da criação a dificuldade do ser humano em fazer distinção do certo e do errado. Ao ler esse capítulo podemos perceber claramente, ambição, desobediência, mentira, sede de poder etc. Tudo isso graças a fragilidade do ser humano em se deixar influenciar. Naquela época a serpente influenciou Eva e Eva automaticamente influenciou Adão. De quem é a culpa Adão? De Eva. De quem é a culpa Eva? Da serpente. De quem é a culpa serpente?
Eva e Adão tinham opção, deixar-se influenciar pelas orientações de Deus, ou deixar-se influenciar pelas orientações da serpente. Adão, Eva e a serpente habitavam no mesmo lugar.
A serpente ainda se faz presente na nossa atualidade, cumprindo simplesmente o seu papel. Manipulando a humanidade. Cabe a nós preservarmos os nossos valores e passarmos adiante. A bíblia nos orienta: “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.”(Provérbios 22:6)
Como fazer isso? Difícil. Nós pais já não nos encontramos mais em casa para educarmos os nossos filhos, não temos tempo para passar para eles os nossos valores, aqueles que aprendemos. Sim, estamos ocupados demais trabalhando para conquistar uma vida melhor para a família. Espera? Não entendi. A estrutura financeira do lar é mais importante que a estrutura emocional e afetiva? Esses são os valores que nós pais temos? Então, não podemos reclamar dos nossos filhos quando estão sendo educados pela tv, net, rádio, escolas, universidades, colegas, ou seja pela serpente. Tem certeza que a culpa é mesmo da tecnologia? A tecnologia e nós habitamos no mesmo lugar, é correto culpá-la de exercer o seu papel? Esse tipo de atitude parece desculpa para não assumirmos a nossa responsabilidade no quesito negligência.
Não é  tv ou internet que devem sair da nossa casa, nós é que devemos voltar para lá e cumprir o nosso papel de pais. Nós somos influenciadores, temos a obrigação de influenciar e preparar os nossos filhos para o mundo, para que em momento posterior não venham inverter valores.
A inversão de valores acontece dia a dia dentro do nosso lar, quando sem perceber, deixamos de olhar para os nossos, para observarmos as falhas e o desvio dos outros. Nossos filhos precisam ser ensinados diariamente o que é certo e o que é errado. Protegê-los do erro, não fará com que se tornem seres humanos melhores, apenas indiferentes à necessidade do outro.
Assim como Adão e Eva, ainda habitamos no mesmo mundo que a serpente, o que não podemos permitir é ser influenciados por ela. Está em nós o poder de influenciar e também de sermos influenciados. Você decide.

“Não procure ser um homem com êxito, e sim um homem com valores.”(Albert Einstein)


Mônica Bastos