10 de maio de 2015

Clima organizacional versus humanismo

Nos dias atuais podemos perceber grande necessidade das organizações em atentar-se ao conceito de Clima Organizacional. O que seria esse Clima Organizacional? É um conjunto de valores, atitudes e padrões de comportamento, formais e informais existentes em uma organização. É a qualidade do ambiente, que é percebida por todos os envolvidos, e que influencia diretamente em seu comportamento.
Qual a importância do Clima Organizacional? O Clima Organizacional auxilia as empresas a identificar falhas e principalmente perceber o quanto à mudança afeta diretamente à organização. Influencia diretamente no comportamento, na motivação, na satisfação e também na qualidade do trabalho de toda a equipe.
Uma cultura organizacional eficaz produz comportamentos construtivos, e consequentemente aumenta a produtividade. Uma cultura organizacional depravada produz comportamentos destrutivos, desgastando a equipe, seus relacionamentos e consequentemente diminui a produtividade, gerando prejuízos para empresa.
Quais as principais dificuldades de um Clima Organizacional? Sem dúvidas, a atitude negativa e instabilidade emocional dos colaboradores, pois influenciam no relacionamento entre os membros da equipe, gestores, líderes e também subordinados.
A harmonia, a ética, e o respeito entre as pessoas no ambiente de trabalho, é algo bastante desafiador. Isso devido ao crescimento da individualidade, da centralização do poder e principalmente da valorização dos produtos, do negócio, em lugar do indivíduo. A substituição da mão de obra humana, pelas máquinas, tem causado grande transformação nas relações sociais. As pessoas são consideradas meros recursos, que contribui para o alcance dos objetivos da organização.
Num mundo em que a tecnologia é um sinônimo de progresso, é de suma importância não esquecer que o elemento humano é parte integrante da sociedade.
Uma empresa de sucesso reconhece que o maior bem de uma empresa é o seu capital intelectual.
Segundo Abraham Maslow, muito do comportamento do ser humano pode ser explicado de acordo as suas necessidades. E essas necessidades determinam o que passa a ser importante para o individuo.
Maslow desenvolveu uma pirâmide que representa uma divisão hierárquica, a respeito das necessidades humanas, e dentre essas necessidades está a de estima, ou seja, a necessidade do ser humano em ser aceito, respeitado e valorizado por todos. A ausência destes elementos influencia negativamente no ambiente de trabalho.
Partindo deste pressuposto, acreditamos que para que haja qualidade no ambiente de trabalho, e consequentemente aumento da produtividade e também dos lucros, precisamos aprender a valorizar aquilo que a empresa tem de mais importante, as pessoas. E como fazer isso? Humanizando o ambiente de trabalho, ou seja, respeitando o colaborador, enquanto pessoa.
Essa, sem dúvida é uma atribuição do líder, pois é dele a responsabilidade de atrair, conduzir e motivar a equipe.
MEYERSON apud MASLOW (2000:40), é extremamente claro, “se não lidarmos com o funcionário como um todo, ou com a vida do funcionário, estamos lidando somente com parte do poder ou da criatividade da pessoa.”
Uma empresa só será bem sucedida, se houver pessoas competentes, capazes, sérias e motivadas para o trabalho. Pois o sucesso de qualquer empreendimento está condicionado ao fator humano. E os líderes precisam estar atentos a este detalhe. É de suma importância que a empresa invista no ser humano, respeitando-o, valorizando-o, motivando-o, oferecendo-lhe um ambiente de trabalho digno, onde o colaborador possa oferecer ao público os produtos e serviços esperados.  Sem as pessoas, uma empresa não tem negócio.
O sucesso de uma equipe depende da sinergia entre os membros da mesma e para alcançar esta sinergia, é preciso que haja sucesso nas relações humanas.
Para construir um relacionamento que conquiste e envolva as pessoas no ambiente de trabalho é necessário aprender a entender as necessidades de cada um. Precisamos compreender que as emoções do individuo, se faz presente em todas as suas atitudes, e se manifestam de forma isolada ou em conjunto.
Isso é necessário? Sim, a partir do momento que o líder compreende que a alegria, a ansiedade, o medo e o prazer interferem negativamente ou positivamente no desempenho da equipe, aprende a gerenciá-la de maneira que as emoções possam ser vistas como diferencial competitivo e possam ser usadas a favor dos objetivos organizacionais.
Estamos numa época em que as pessoas, suas crenças e valores, são determinantes para o sucesso ou fracasso de um negócio.

 “...Tudo começa com as pessoas, embora uma organização não possa ser simplesmente caracterizada como uma reunião de pessoas ... por isso se explica porque um processo de mudança deve contemplar o desenvolvimento do ser humano e da empresa em todos os níveis:  de identidade, relações, processos e recursos. De fato, uma organização, somente se desenvolve se as pessoas que a compõem também se desenvolverem e vice- versa.” (Pereira e Santos)

Mônica Bastos