11 de maio de 2016

Nós somos resultado das nossas escolhas

Segundo o intelectual Alemão Karl Marx: “O Ser humano é um produto do meio.” De fato, não nascemos prontos. Quando chegamos a este mundo, somos apenas pequenos seres, com um futuro totalmente incerto, sem escolhas, sem opções. Não digo lançados à própria sorte, visto crer que existe um CRIADOR, que determina todas as coisas. Um CRIADOR que determina em qual família cada um pertencerá. E é nesse meio que somos formados: “Não somos, simplesmente nos tornamos”. Através das nossas relações somos moldados, seres humanos com um bom ou mau caráter. Paulatinamente entendemos que a nossa formação como indivíduo não está restrita ao âmbito familiar, isso a partir do momento que temos a oportunidade de conviver com outros grupos. À medida que ingressamos na escola, por exemplo, e quando passamos a nos relacionar com a família dos amigos dos nossos pais, aos poucos vamos descobrindo que temos escolhas, que podemos ou não ser como os nossos pais, que podemos ou não ser como os nossos irmãos e amigos. Aos poucos vamos descobrindo que a história da nossa família independe da nossa. Nosso futuro ainda não está escrito, ele está em nossas mãos, e vai depender muito das nossas escolhas. Para isso de antemão precisamos saber exatamente quem somos e quem queremos nos tornar. E logo nos associar a pessoas que nos oriente e nos ajude a ser quem de fato queremos ser. Devemos nos aproximar de pessoas que nos ajude a ser um ser humano melhor.
Não sou porco, nunca vou ser porco, mas me relacionando com porcos posso transmitir uma imagem suja e fedorenta. Posso me adaptar rapidinho ao chiqueiro. Viver sem expectativas, afinal de contas, porcos não vivem muito. Posso aprender a comer farelo e principalmente a me sentir muito bem na lama.
Não sou águia, nunca vou ser águia, mas me relacionando com as águias posso aprender a fazer o meu ninho nas rochas, nos penhascos mais elevados e nas árvores mais altas. Posso aprender a ser guerreira, enfrentar tempestades, a mudar a minha visão, a ser mais rápida e quando necessário me renovar. E com muito esforço e dedicação, posso até aprender a voar.

Nós somos resultado das nossas escolhas.

Mônica Bastos

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10 de abril de 2016

Alcance a resiliência!

Precisamos das chuvas, mas muitas vezes elas trazem essa perturbação atmosférica violenta, desejar o fim de uma coisa, é também desejar o fim da outra. O que fazer?
Viver não é fácil, e para fazermos isso de maneira tranquila, precisamos nos esforçar muito, pois somos seres emocionais e tudo que acontece à nossa volta, dá-nos logo motivos para desistir, entregar os pontos ou até mesmo prosseguirmos com um maior entusiasmo; isso vai depender do nosso nível de resiliência pessoal.

Como você se comporta em meio aos problemas? Foge ou enfrenta? Se você é daquelas pessoas que enfrentam os problemas e ainda se beneficia com eles, você é uma pessoa resiliente. Uma pessoa resiliente é aquela que possui habilidades para lidar com os problemas diários, resistindo a grandes pressões, sem entrar em surto psicológico, transformando todas as experiências negativas em aprendizado e oportunidades. Não é fácil ser resiliente, não é fácil conseguir manter-se sereno diante de uma situação de adversidade; no entanto, se fizermos uma análise das perdas e dos ganhos, podemos comprovar que as pessoas resilientes conseguem com uma facilidade maior ser bem sucedidas.

Para alcançar a resiliência, precisamos manter o foco e a disciplina. É preciso compreender que muitas coisas não estão sob o nosso controle, como por exemplo, as tempestades. Não me lembro de ninguém trabalhando para acabar com elas, até porque, desejar acabar com as tempestades seria, também, desejar acabar com algo indispensável, as tranquilas chuvas.

Precisamos das chuvas, mas muitas vezes elas trazem essa perturbação atmosférica violenta, desejar o fim de uma coisa, é também desejar o fim da outra. O que fazer? Prepararmo-nos para os temporais (problemas, adversidades), que muitas vezes vêm acompanhando as chuvas (sonhos, bênçãos, conquistas).

Em meio à tempestade não podemos fazer muito, a não ser esperar que a mesma se acalme e que vá embora. O importante a ser feito vem depois. Olhar os estragos, os prejuízos e ter a capacidade para colocar a mão na massa e reconstruir tudo.

Sabemos que muitos são os estragos deixados por uma tempestade, mas se analisarmos os destroços, vamos encontrar muita coisa nova trazida de longe que, com certeza, - essas coisas - serão importantes na nossa fase de reedificação e, sem dúvidas, a resiliência nos ajudará.


“Não há céu sem tempestades, nem caminhos sem acidentes.” (O código da Inteligência - Augusto Cury, Thomas Nelson Brasil).

Mônica Bastos
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28 de fevereiro de 2016

Desacelerando

Certo dia cheguei ao meu trabalho com uma dor abdominal, e não compreendia o motivo daquela dor. Conversando com uma colega, ela indagou: Se tivesse no período menstrual eu diria que é cólica. Para a minha surpresa, ela tinha razão. Eu estava sendo acometida por uma dismenorreia, a famosa cólica menstrual. Quando conto essa história para minhas amigas, elas riem e me chamam de desligada. Mas na verdade, esse episódio me fez perceber o quanto a minha vida estava acelerada e como aquilo poderia ser prejudicial. Até porque segundo Sherlock Holmes:Os pequenos detalhes são sempre os mais importantes." Quando estamos muito acelerados, temos dificuldade para perceber o que acontece à nossa volta e comportamentos como este pode nos fazer perder oportunidades, por não percebê-las.
Não é fácil manter a tranquilidade enquanto vemos as coisas acontecerem de maneira tão rápida. Não é fácil desacelerar quando compreendemos que não temos tempo para cumprir todas as tarefas programadas para o dia. Talvez pudéssemos descansar um pouquinho, mas vivemos em uma cultura que nos estimula a correr para alcançar os nossos objetivos e quando diminuímos o ritmo nos punimos por entender que não nos esforçamos como deveríamos. Mas acelerar demais também tem seu preço. Sem tempo para descansar, não realizamos as tarefas com uma maior perfeição e a pressa nos leva a viver de maneira superficial.
Assisti a um filme muito interessante e apesar da história ser surreal, traz ensinamentos.
No filme o protagonista tinha o poder de voltar no tempo e fazer a mesma coisa inúmeras vezes. Ele descobriu uma maneira interessante de usar o seu poder. Depois de passar o dia correndo para resolver os problemas, ele voltava no tempo e fazia tudo de novo, mas de uma maneira diferente. Prestava atenção nos detalhes à sua volta. Parava para olhar o ambiente, observava as pessoas e todos os pequenos acontecimentos.
Não temos poder para voltar no tempo, mas podemos desacelerar, e prestar atenção nos detalhes à nossa volta. Podemos prestar atenção nas pessoas que nos cercam e no fim do dia analisar todos os acontecimentos.

Desacelerar a mente ajuda a controlar a ansiedade e consequentemente nos ajuda a ter um corpo e uma mente saudável.

Mônica Bastos
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19 de fevereiro de 2016

Lições de empreendedorismo do filme " Aprovados"

Esta semana, assisti ao filme: Aprovados.  A história narrada trata-se de uma ficção, mas de maneira alguma interferiu no meu aprendizado, o que acabou resultando em algumas lições sobre empreendedorismo. Talvez você até já tenha assistido esse filme, e quem sabe esteja se perguntando: O que podemos aprender com um grupo de jovens fracassados que não conseguiram uma vaga na faculdade?

Pois bem, assistir “Aprovados”, pode ser mais que um momento de diversão. Essa sem dúvidas é uma ótima comédia, que além do entretenimento, pode trazer riquíssimas lições de empreendedorismo.
1. Rejeitados por várias faculdades – Identificando a necessidade:
Alguns amigos, após serem recusados em várias faculdades, sentem-se humilhados diante dos colegas e das famílias, situação que desperta uma necessidade de mudar o quadro.

Um dos grandes aspectos que diferenciam os empreendedores de outros profissionais é a capacidade de lidar com situações difíceis de maneira criativa. A necessidade que assola muitos seres humanos foi o principal motivo da humanidade atualmente estar usufruindo de grandes invenções. Quando as coisas não estão fáceis, precisamos buscar uma saída e geralmente a encontramos após identificar uma real necessidade.
 2. Surge a ideia – Desenvolvendo e refinando soluções:
Um dos jovens tem a ideia de criar uma carta de aceitação de uma faculdade fictícia. Mas para a carta parecer real, eles criam um site da tal faculdade, para possíveis consultas.

Após reconhecer uma necessidade, precisamos trabalhar para descobrir a solução mais criativa e prática possível e depois disso, nos empenharmos, não apenas para melhorar a solução, mas para prevê futuras necessidades.
3. Colocando as ideias em prática – Correndo riscos:
 Após criarem o site da faculdade, os jovens enviam as cartas de aceitação para eles mesmos. Alugam um prédio e depois de reformá-lo, abre para visitação dos pais, com a supervisão de um falso reitor. Eles sabiam que corriam o risco de serem descobertos, mas mesmo assim, seguem com o plano.
Na sua essência o empreendedor é inovador, e busca tornar real as suas ideias transformadoras. Muitas vezes faz o impossível tornar-se possível, mesmo que para isso seja necessário assumir riscos em prol do alcance de seus objetivos. Todos nós sabemos que não há negócio totalmente seguro, motivo pelo qual o empreendedor é constantemente desafiado a conhecer todos os riscos ligados ao seu modelo de negócio, de maneira que possa trabalhar com o intuito de minimizá-los.
4. Recebendo mais alunos – Focando no cliente
 Uma falha no site da faculdade fictícia fez com que vários jovens reprovados por outras faculdades fossem aceitos pelo South Harmon Institute of Technology, agora os garotos tinham uma responsabilidade maior, cuidar da educação dos novos estudantes. Os jovens proprietários da faculdade montaram a grade curricular com a ajuda dos alunos, assim todos poderiam cursar as matérias que quisessem; mesmo aquelas mais inusitadas.

Para que um negócio se desenvolva de maneira contínua e duradoura, é importante que o empreendedor se concentre nos seus clientes, para isso é necessário perceber as suas reais necessidades e expectativas. Suprir a necessidade do cliente é a maneira mais fácil para garantir a sua fidelidade.
5. Surpreendidos pela concorrência – Criando um significado.
Quando um negócio vai bem, incomoda a concorrência. Após atrapalhar alguns planos da faculdade vizinha, o South Harmon Institute of Technology foi investigado e logo sua ilegitimidade veio à tona, causando grandes problemas. Mas o que havia nascido de uma brincadeira, agora fazia sentido e os jovens buscam a todo custo manter a faculdade. Eles conseguem uma audiência com o Conselho Estadual de Certificação. 

Após provar para o conselho que a faculdade foge dos padrões tradicionais, mas que consegue com êxito exercer o verdadeiro propósito da educação, que é estimular a criatividade e as paixões do corpo estudantil, o conselho que não rejeita inovações, dá a faculdade o prazo de um ano para provar que o seu programa experimental funciona.

Verdadeiros empreendedores são inovadores que sempre dão um real significado para o seu negócio. São pessoas cujo objetivo principal é impactar, mesmo que para isso tenham que chacoalhar a mente das pessoas, com o intuito de mudar à sua visão. Grandes empreendedores fazem dar certo, aquilo que a sociedade descarta com a suas crenças e atitudes muitas vezes tradicionalistas e conservadoras e por conta disso, tem que acostumar-se com o estigma de louco.
Segundo Abraham Lincoln: “Frequentemente é necessário mais coragem para ousar fazer certo do que temer fazer errado”. Coragem é uma das maiores e mais importantes qualidades de um empreendedor, isso sem dúvidas por ajudá-lo a desenvolver uma de suas principais competências, a inovação.

Mônica Bastos

10 de fevereiro de 2016

Crise - sobrevive o que melhor se adapta

Uma nuvem de pessimismo paira sobre as nossas cabeças, isso devido a atual situação do nosso país. Não é novidade para ninguém que há tempos a corrupção reina no Brasil, mas os últimos acontecimentos deixou o mundo estupefado. O Brasil vive uma combinação de crise econômica e política, situação que vem desestabilizando a economia do país e também a confiança dos investidores.
Como sobreviver diante de um cenário tão assustador? Podemos encontrar a resposta para essa pergunta, em uma das frases de Charles Darwin: “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”.A crise é apenas uma mudança ocorrida no cenário econômico do país. Contudo, compreender que é apenas mais uma mudança, não facilitará as coisas, até porque o tema, assim como crise, provoca a sensação de insegurança quanto ao futuro.Quando ouvimos a palavra mudança logo vem à mente a ideia de risco. No entanto é preciso entender que às vezes, mudar não se trata de uma simples escolha, mais de uma necessidade urgente. Nem sempre mudamos porque queremos, mas porque precisamos. E quando isso acontece, não há porque resistir, principalmente quando a nossa própria sobrevivência está em jogo.Em momentos de crise, é importante ter consciência de que muitas coisas mudam e se quisermos sobreviver ao caos, precisaremos sabiamente nos adaptar. A adaptação é uma estratégia positiva para continuar prosseguindo. Nós precisamos nos adaptar à atual realidade da economia brasileira e à nossa real situação financeira, sob pena de fracassarmos. Essa adaptação requer de nós coragem num período completamente dominado pela instabilidade e incertezas. Como podemos fazer isso?

1. Aceitando: Muitos de nós temos dificuldades para encarar determinadas mudanças. Preferimos desviar a atenção a aceitar. Isso porque confrontar a realidade não é tão simples. Imperceptivelmente não encaramos as coisas como elas realmente são, com o objetivo de sofrermos o menos possível. O problema, é que quando não aceitamos determinadas situações, não estamos resolvendo nossas dificuldades, apenas adiando. Aceitar é um passo importantíssimo para seguirmos em direção ao controle da situação.
2. Não podemos nos acomodar em atividades que nos trouxeram sucesso no passado. É preciso analisar a situação atual, revendo postura e posicionamento, caso contrário consequentemente podemos submergir. Momentos de crises são momentos que exigem de nós flexibilidade para lidar com cenários diversos e complexos. Pessoas flexíveis conseguem buscar com mais facilidade soluções inovadoras diante de um obstáculo, abraçando novas ideias e buscando aliados para implementação das mesmas. Conseguem sair da zona de conforto e percebem com mais rapidez as oportunidades trazidas pela crise, em vez de se apegar ao desconhecido e se deixar paralisar.
3. Não se apegando a estilo de vida: Não é nada fácil enfrentar mudanças que atinjam diretamente a nossa vida financeira. No entanto, em situações como estas precisamos nos libertar de antigos hábitos que sem dúvidas pioram ainda mais a situação. Se quisermos ficar bem, a primeira coisa a fazer é abandonar o consumo desnecessário, aquele usado para exibir status, muitas vezes às custas de privações, até porque não precisamos provar nada para ninguém.  A frase de Will Smith traduz exatamente isso: “Muitas pessoas gastam dinheiro que não tem, para comprar coisas que não precisam, para impressionar pessoas que não gostam.”
Então, se for necessário, corte gastos pessoais, o que inclui desde as despesas com alimentação até vestuário. Não se atenha a um estilo de vida que não consegue manter.
Talvez não haja nenhuma semelhança deste artigo com a sua atual situação, até porque sabemos que a crise atinge uns mais e outros menos. Mas precisamos ficar atentos, não sabemos quando chegará o seu fim, desta forma podemos aprender um pouco com José quando avisou a Faraó de uma grande crise que viria sobre o seu reino e que duraria sete anos. José orientou Faraó para que se prevenisse, e colocasse alguém entendido para administrar os seus bens. E por último aproveitar o tempo das vagas gordas, guardando mantimentos para o período de vagas magras.

Portanto, Faraó previna-se agora de um homem entendido e sábio, e o ponha sobre a terra do Egito. Faça isso Faraó... e tome a quinta parte da terra do Egito nos sete anos de fartura. E ajuntem toda a comida destes bons anos, que vêm, e amontoem o trigo debaixo da mão de Faraó, para mantimento nas cidades, e o guardem. Assim será o mantimento para provimento da terra, para os sete anos de fome, que haverá na terra do Egito; para que a terra não pereça de fome. E esta palavra foi boa aos olhos de Faraó, e aos olhos de todos os seus servos.” ( Gênesis 41: 33-37)
Mônica Bastos

Texto publicado: http://www.administradores.com.br/artigos/empreendedorismo/crise-sobrevive-o-que-melhor-se-adapta/92060/

2 de fevereiro de 2016

Ano novo, vida nova?

Como já dizia Albert Einstein: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”
O ano termina e traz consigo a oportunidade de fazermos uma avaliação de todos os momentos vivenciados. Infelizmente muitas vezes somos surpreendidos ao perceber que algumas coisas continuam iguais e outras até pioraram. Descobrimos que as metas traçadas não foram alcançadas. Frustrados e cheios de desculpas esfarrapadas, colocamos a nossa esperança no ano vindouro. É comum iniciarmos o ano com grandes expectativas em relação à nossa vida. Muitas vezes sentimo-nos como se estivéssemos recebendo uma nova chance para recomeçar.

É errado pensar dessa forma? Não diria que é errado, mas talvez esse seja um pensamento ardiloso, pois todos os dias nós recebemos do criador a oportunidade de recomeçar. Todos os dias temos a oportunidade de concertar os nossos erros e prosseguir de maneira diferente e isso tem mais haver com as nossas atitudes do que com o calendário anual. Se quisermos mudar algo na nossa vida, precisaremos mais do que um início de ano, precisaremos de mudança de atitude. Novas atitudes geram novos resultados.

Outro dia fiquei encantada ao assistir um vídeo de animação, apelidado de a alegoria das colheres longas, da entidade Caritas. A animação é baseada em uma história antiga sobre a fome e partilha e faz parte de uma campanha contra a fome mundial. No vídeo havia um caldeirão de uma substanciosa sopa, e à sua volta estavam sentadas pessoas famintas e desesperadas. Cada uma delas segurava uma colher, porém de cabo muito comprido, que lhes possibilitava alcançar o caldeirão cercado por um abismo, mas não permitia que colocassem a sopa na própria boca. Depois de muitas tentativas um deles tem a ideia de levar a colher com a sopa até a boca do outro. Todos fizeram a mesma coisa e assim conseguiram alcançar o objetivo de se alimentarem. Não é porque algumas coisas não deram certo na nossa vida que precisamos desistir, às vezes, mudar a estratégia é suficiente.

Que o início do ano seja o momento ideal para reavaliarmos a nossa visão acerca da vida, compreendendo que ano novo, não é sinônimo de vida nova, ao não ser que estejamos de fato dispostos a mudar as nossas atitudes. Afinal de contas, como já dizia Albert Einstein: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.

 Mônica Bastos
Fonte:http://paginarevista.com.br/monica_bastos.html


16 de janeiro de 2016

Por que?

Se tem uma coisa que nós seremos humanos entendemos bem é em fazer perguntas. Desde que aprendemos a falar, começamos a querer explicações para tudo. E isso não é nada ruim, pelo contrário, a busca por respostas torna o aprendizado mais eficaz, pois as pessoas curiosas tendem a fazer perguntas e consequentemente buscar ativamente as respostas. Sem curiosidade Albert Einstein não teria desenvolvido a teoria da relatividade ao lado da teoria  mecânica quântica, um dos dois pilares da física moderna e Alexander Fleming, possivelmente, não teria descoberto a penicilina. Sendo assim, podemos afirmar que de alguma forma, fazer perguntas tem um papel importante no nosso processo de aprendizagem. Mas até aonde fazer perguntas é saudável?
Até o momento que a falta de respostas não vire obsessão nos levando ao desespero.

Todos nós podemos fazer perguntas, mas precisamos compreender que algumas respostas só virão com o tempo, ou seja, a vida se encarregará disso. Não podemos permitir que a falta delas, domine as nossas atitudes e o nosso comportamento. Não estamos dizendo que há perguntas sem respostas, mas que muitas delas podem ou não chegar ao seu tempo e podem ser ou não satisfatórias, então, precisamos aprender a lidar com isso.
Se você me perguntasse quem criou Deus? Talvez tivesse uma resposta, mas não tenho certeza se concordaria com a mesma. O que estamos querendo dizer é que a vida é mesmo complexa, e se quisermos estar em paz, vamos ter que aprender a conviver com algumas perguntas cujas respostas podem demorar a chegar, ou quem sabe, cheguem para nos desestruturar completamente. Existem perguntas, que para o nosso mais alto bem, seria preferível que não tivessem respostas, desta forma, para que buscá-las? Gosto da frase de Camus que diz: "Antes, a questão era descobrir se a vida precisava ter algum significado para ser vivida. Agora, ao contrário, ficou evidente que ela será vivida melhor se não tiver significado”.

Talvez pudéssemos viver mais tranquilamente se não ficássemos o tempo todo tentando buscar respostas para alguns “porquês”, que insistem em tirar a nossa paz. Talvez devêssemos compreender que viver em si é um mistério e algumas coisas que acontecem nem sempre vêm acompanhadas de explicação.

Mônica Bastos
Fonte: http://paginarevista.com.br/monica_bastos.html