10 de abril de 2018

Respeito é bom, e todo mundo gosta


É engraçado como o ser humano despudoramente invade a intimidade de outrem. Qualquer escolha fora do padrão por ele estabelecido é motivo de discórdia. Alguns se adaptam, outros não conseguem lidar muito bem com a situação. Por motivos como estes, é comum pessoas exigirem indenização por danos morais, como forma de reparação por atitudes ilícitas contra a honra, a intimidade e a reputação.

Olhar para um cenário como este, nos deixa triste. E não é por conta das opiniões acerca da vida alheia, mas pela distância existente entre o ser humano e uma coisinha chamada respeito. O respeito é um valor importantíssimo para a interação social, principalmente nos dias de hoje, onde as pessoas se sentem cada vez mais livres para expressarem suas opiniões e assumirem os mais diversificados estilos de vida.

É incrível como o ser humano tem uma necessidade de ser aceito pela sociedade, mas ao mesmo tempo, tem uma dificuldade imensa para aceitar o outro com as suas diferenças. Concordância e respeito não são sinônimos, o que significa que não precisamos concordar com as escolhas do outro para respeitá-las.

É difícil compreender que um ser humano tem o direito de torcer para o Flamengo, mas não aceita que o outro torça para o Vasco. É difícil entender que uma pessoa se sinta no direito de ser católico, mas não aceita que o outro seja protestante. Um cidadão tem todo o direito de ser homossexual, mas o outro não pode ser heterossexual.

Não, nós não precisamos concordar com as escolhas dos outros, não precisamos aplaudi-las, mas sim, temos que respeitá-las. O caráter do ser humano não será definido pela escolha da sua religião, partido político, time de futebol ou sexualidade. Existem pessoas de má índole em todas as religiões, partidos políticos, times de futebol e de todas as sexualidades. As diferenças não nos fazem piores ou melhores que os outros, apenas diferentes.

Podemos ler em Romanos 14:2-3: “Um crê poder comer de tudo; outro, que é fraco, só come legumes. Quem come de tudo não despreze aquele que não come. Quem não come não julgue aquele que come, porque Deus o acolhe do mesmo modo”.

Vamos aprender a respeitar as diferenças, afinal de contas, respeito é bom, e todo mundo gosta.

Mônica Bastos

5 de fevereiro de 2018

O que realmente importa?

Se alguém chegasse até você e fizesse as seguintes perguntas: o que realmente importa? O que você valoriza na vida? São perguntas simples, no entanto, as respostas podem ser mais complicadas do que parecem. Isso porque, as respostas que costumamos guardar na ponta da língua, na maioria das vezes, não são condizentes com a realidade em que vivemos. Dizemos uma coisa e acabamos fazendo outra. Na maior parte do tempo, agimos de maneira imperceptível, acreditamos que estamos de fato vivendo de acordo com aquilo que valorizamos. Infelizmente, só após alguns fracassos, compreendemos que falhamos.

As falhas são fontes constantes de aprendizado, mas não temos muito apreço pelo aprendizado através dos erros. Não gostamos de pensar que: “se tivesse feito de tal forma” nada disso teria acontecido.

Como não temos apreço pelos erros, por que não os evitar? O motivo talvez seja a falta de percepção acerca dos riscos que envolvem aquilo que classificamos como pequenas e médias decisões. Digo isso, porque fica claro que quando pensamos em riscos “altos”, nós humanos tomamos decisões de forma cuidadosa e racional. Jamais entraríamos em um veículo se soubéssemos que ele teria uma chance em 10 de cair ou jamais desistiríamos de uma dieta se ouvíssemos do médico que a chance de enfartar é assustadora. No entanto, não calculamos o risco que nossos filhos correm, quando não os educamos da forma que convém e entregamos à sociedade seres fragilizados, instáveis e suscetíveis a comportamentos disruptivos. Não calculamos o risco que nosso casamento corre quando permitimos que as tarefas do dia a dia e os problemas corriqueiros tornam-se o centro da relação. Não calculamos o risco que as nossas amizades correm, quando nos tornamos pessoas egoístas e incompreensivas.

Tudo nesta vida é passageiro, inclusive a nossa estadia, e a estadia daqueles que amamos nesta Terra. Se tudo passa, o que realmente importa? Segundo Anthony J. D’Ângelo: “As coisas mais importantes da vida não são as coisas”.

O que realmente importa, são as pessoas as quais Deus permitiu que cruzassem o nosso caminho de maneira simples e bela e a diferença que fazem durante essa permanência.


E você? O que realmente importa?

Mônica Bastos

30 de janeiro de 2018

Não é a velocidade

Outro dia estava [eu] na estrada, e algo me fez refletir bastante acerca da vida. Um veículo em alta velocidade resolveu ultrapassar o meu, parecia estar com muita pressa. Segui minha viagem tranquilamente, e uma hora depois, fiquei surpresa ao encontrar aquele veículo novamente, já que eu seguia moderadamente em direção ao meu destino, enquanto ele seguia desesperadamente em direção ao seu. Minutos depois, nos deparamos com uma subida enorme, e logo o vi perdendo força, e consequentemente ficando para trás. Foi aí que percebi o que me fizera alcançá-lo novamente. Apesar de nossos carros serem visivelmente semelhantes, a potência do motor fazia toda a diferença. Desta forma, por mais que ele andasse em uma velocidade bem acima da minha, em algum momento, diante de alguns obstáculos, eu iria encontrá-lo e, mais uma vez, o deixaria para trás.

Através dessa reflexão aparentemente supérflua, pude entender que aquela experiência na estrada, é bastante semelhante com as experiências vivenciadas no nosso cotidiano. Onde compreendemos que a vida é uma jornada percorrida diariamente em direção ao nosso destino. E essa corrida é bastante competitiva. Sendo assim, é preciso ter compreensão de que, se quisermos ultrapassar a linha de chegada em primeiro lugar, vamos precisar mais do que velocidade. Precisaremos de potencial, ou seja, aptidões individuais. O que estamos querendo dizer, é que a velocidade não é tão importante, quando não estamos aptos para lidar com os obstáculos.

Todos nós temos uma jornada, mas, de antemão, precisamos conhecer o caminho que estamos prestes a seguir, e nos certificar de que estamos aptos a percorrê-lo. Nenhum de nós quer ficar para trás e carregar consigo a falsa ilusão de que “eu quase consegui”. Sendo assim, é importante olharmos para dentro de nós mesmos e descobrir a nossa verdadeira identidade. É necessário saber o que nos motiva a seguir tal caminho e, por último, ter convicção de que a trajetória vale a pena. Digo isso, porque quando traçamos determinada rota, pensamos apenas no destino e pouco nos importamos com a trajetória. Moisés que o diga, já que teve que passar quarenta anos no deserto e no final descobriu que não ia chegar ao tal sonhado destino final.

Não é a velocidade!

Mônica Bastos


27 de janeiro de 2018

Tem um cisco no teu olho

Você está gorda’. ‘Seu cabelo está feio’. ‘Você está magra’. ‘Você agiu errado’. ‘Que burrada que ele fez...’ Essas e inúmeras outras frases são diariamente proferidas em relação à vida de outras pessoas e, o pior disso, é que são ditas com a maior naturalidade, fazendo com que muitas pessoas exponham à sua pequenez. Sim, porque quando focamos na vida e defeitos alheios, assumimos publicamente a insatisfação em relação à nossa própria vida. Estamos tão frustrados com o que somos, que para nos sentir melhor, buscamos refúgio nos defeitos alheios. O que significa que o nosso olhar crítico em relação ao outro, muitas das vezes, é apenas uma necessidade de autoafirmação. Projetamos no outro, aquilo que está internamente em nós.

Possivelmente, os maiores pecadores são aqueles que vivem apontando o pecado alheio. Quem já não ouviu o ditado popular: “Quem desdenha quer comprar” ? Estudos apontam que os maiores homofóbicos são gays enrustidos. Sendo assim, não seriam os acusadores, pessoas culpadas querendo esconder os seus sórdidos segredos? Já dizia Renato Russo: “Quem insiste em julgar os outros sempre tem alguma coisa para esconder”.

Não estamos dizendo que tecer críticas a outras pessoas é algo que não deva ser feito. No entanto, precisamos ficar atentos às motivações que nos levam a agir de tal forma. Antes de fazer uma exposição acerca dos defeitos do outro, precisamos de antemão olhar para a nossa vida e constatar que estamos aptos para tal atitude. Um ladrão não tem moral para criticar um assassino. Um pedófilo não tem moral para criticar um estuprador. Um mentiroso não pode criticar um ladrão.

Coerência é uma qualidade necessária a qualquer ser humano. Ou seja, o nosso modo de pensar deve estar em conformidade com as nossas atitudes. Não podemos olhar para a vida do outro, criticar determinadas áreas, quando na verdade, fracassamos, mesmo que em outras.
‘Tem um cisco no teu olho’, não é a frase apropriada para ser dita, quando há uma viga no nosso olho, porque sem dúvidas, a resposta viria imediatamente: Olha quem está falando!

Então, a pergunta é: será que, de fato, temos moral para criticar e acusar as posturas alheias? Se essa pergunta fosse feita a Cristo, Ele teria uma resposta simples e curta: ‘Aquele que não tem pecado, atire a primeira pedra’.

Mônica Bastos


5 de maio de 2017

Eclipse do Coração - Sinopse



Ouvimos algumas pessoas dizer que chegaram ao fundo do poço, se este fundo realmente existe, Ben acreditava que já havia chegado ao dele. Ao olhar para a vida, não encontrava nada que lhe trouxesse uma alegria real.Procurava sem sucesso algo que pudesse dar sentido à sua existência. Havia um enorme buraco dentro dele.  Mas o que mais o atormentava era a sensação de fracasso. Para ele, estar ali, era assumir a incapacidade de sustentar a sua própria existência. Então, trilhando uma rota desconhecida, coberta de ventanias e cheia de sombras, fechou-se num caminho de solidão e de nuvens carregadas de feridas, não deixando espaço para o amor, apenas para as dores que tomavam conta de todo o seu ser. Em uma briga interna e inconsciente, parecia buscar na solidão, algum tipo de autopunição, que pudesse de alguma forma consolá-lo. Era algo extremamente particular. Um acúmulo de lembranças, palavras que não foram ditas e sentimentos que não foram expressos. Seu estado de exclusão era patente.

BIOGRAFIA DO AUTOR



Mônica Bastos é Escritora, Coach, Analista Comportamental e Palestrante. É Autora do livro Um Líder Recrutado por Deus e coautora dos livros Damas de Ouro, Coaching & Mentoring.

21 de abril de 2017

Aceita que dói menos

Acreditamos que sonhar, fazer planos é algo inerente ao ser humano. No entanto, precisamos compreender que, em determinados momentos da vida, as coisas não saem como planejadas, o que é normal, já que muitas situações não estão sob o nosso controle. No entanto, esses dissabores consequentemente nos causam dor emocional que geralmente vêm acompanhadas de desesperança e ressentimentos, sentimentos que acabam por tirar a nossa paz de espírito. Nesse momento, somos desafiados a tomar uma decisão: podemos encontrar pessoas para culpar pelos nossos fracassos ou simplesmente aceitar que perdas fazem parte do cotidiano de qualquer ser humano. Podemos nos aprisionar ao passado, a aquilo que não deu certo, ou sabiamente prosseguir, certos de que novas oportunidades surgirão.

Para àqueles que desejam prosseguir, no entanto, não sabem como fazer isso, listamos algumas dicas:

1.    Desapego do passado: Remoer o passado é algo doloroso. Ficar imaginando como as coisas poderiam ter sido diferentes, não mudará o presente, pelo contrário, trás à tona a ideia de fracasso e automaticamente um estado permanente de decepção e frustração.
2. Aceitação: Lembro-me que na época das últimas campanhas eleitorais para prefeito, ouvimos muito um jargão que dizia: “Aceita que dói menos”. Parece piada, mas por incrível que pareça, essa é uma excelente dica. Quando algumas decisões nos levam a seguir uma trajetória oposta a que planejamos, aceitar é um passo importantíssimo para prosseguirmos de maneira equilibrada. Quando falamos de aceitação, não estamos dizendo que devemos baixar a cabeça diante dos acontecimentos ou seguir passivamente como se nada tivesse acontecido. A aceitação nada mais é, do que a maturidade para encarar a realidade dos fatos, fazendo uma autoanálise das nossas escolhas, atitudes e falhas. A aceitação é uma maneira inteligente de compreender que, se o caminho percorrido até aqui não nos levou ao lugar desejado, podemos explorar novas rotas. 
2.   
3. Adaptação: Segundo Daniel Wood: “A adaptação é uma característica que aumenta as suas chances de sobrevivência... em determinado ambiente”. A adaptação a uma nova realidade é algo extremamente difícil, no entanto, uma vez alguém me disse que: “Em meio às dificuldades da vida, sobrevivem àqueles que melhor de adaptarem”. 

Mônica Bastos


24 de fevereiro de 2017

A vida é cíclica

A vida é cíclica, quem hoje é aplaudido amanhã poderá ser vaiado, quem hoje é humilhado amanhã poderá ser exaltado. (Augusto Cury).
Verdadeiramente a vida é cíclica. O ser humano nasce, cresce, e às vezes se une a uma pessoa, outras vezes se separa, às vezes adoece, inevitavelmente morre ou transforma-se, alterando drasticamente a vida daqueles que, de alguma forma, estão interligados a ele. A pesar da vida se renovar de forma constante, nem sempre, o ser humano está preparado para tal renovação, principalmente quando essas modificações ocorrem abruptamente.
Essas situações inevitáveis e que na maioria das vezes está fora do nosso controle, trazem consigo insegurança, fazendo-nos esquecer de que nós temos o poder de estabelecer uma nova rota para nossa vida. Apesar de algumas mudanças causarem forte impacto em nosso cotidiano, podemos caminhar em uma nova direção, desde que venhamos entender que alguns ciclos se encerram e dá início a uma nova etapa; faz parte do desenvolvimento humano. Sobreviver a elas, não é impossível, mas exigem de nós, mudanças de atitudes. E isso não quer dizer motivação, apesar da motivação ser algo essencial para a vida; é perda de tempo despertá-la em um momento que a ação é a única recomendação. Quando estamos diante de um temporal, é a ação que nos ajudará a livrar dele, e não apenas o pensamento positivo.
O novo remete medo, é compreensível, o cotidiano antigo é tão conhecido e tão mais confortável, e mesmo que seja incômodo, ele transmite segurança ou, pelo menos, uma falsa sensação de segurança. Iniciar uma nova etapa é bem mais que desenhar novos caminhos, mas dar significado a este. Para fazer o novo é preciso idealizar e concretizar. É preciso estabelecer novas metas, fixar estratégias criativas e efetivas para atingi-las. É necessário compreendermos que nada nesta vida é estático, e o criador nos dá diariamente a oportunidade de enxergar novos caminhos e possibilidades. No entanto, precisamos nos libertar do passado e olhar para o futuro. Existe uma vasta terra de oportunidades, mas só as pessoas mais atentas e dinâmicas conseguirão vislumbrá-las.
Cada novo ciclo traz consigo uma lição, um aprendizado, uma oportunidade de amadurecimento e evolução do ser humano. A grande sacada é construir um novo a partir das coisas já existentes. É construir aos poucos, é semear e cuidar das sementes.

Mônica Bastos

23 de janeiro de 2017

Macaco não olha para o próprio rabo

“Os hipócritas são aqueles que aplicam aos outros os padrões que se recusam a aceitar para si mesmos”. (Noam Chomsky
Se tivesse que escolher uma palavra para definir o contexto social em que vivemos atualmente, sem dúvidas, essa palavra seria hipocrisia. Quando nos aprofundamos no significado da palavra em questão, compreendemos o seu real significado: A hipocrisia é o ato de fingir ter crençasvirtudesideias e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. Essa palavra designa moralmente pessoas que representam e que fingem conduta adequada. Um exemplo clássico de ato hipócrita é apontar alguém por certas atitudes, enquanto se age da mesma forma.
Todos nós, seres humanos, em algum momento da vida, agimos com hipocrisia, isso acontece, quando deixamos de olhar para nós mesmos e passamos a focar na vida do outro. Gosto muito de um versículo bíblico, que nos ensina a evitar determinada postura inadequada: “E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?” (Mateus 7:3). Essa passagem nos faz atentar para o detalhe de como nós investimos tempo observando e acusando comportamentos minimamente falhos dos outros e deixamos de olhar para as nossas grandiosas imperfeições. A lição de moral implícita é evitar a hipocrisia e a censura. A analogia utilizada é a de quem julga vê um pequeno objeto nos olhos de outrem quando tem uma grande trave de madeira no próprio olho. Traduzindo, julgamos e acusamos as pessoas por mentir, enquanto nós, despudoramente assaltamos banco e matamos pessoas.
Na vida pública, não são raras, as pessoas que cultivam a prática de condenar os seus adversários, ao invés de dar ênfase às suas próprias qualidades. Assim é o ser humano. Mas a sabedoria popular, que muitas das vezes não goza do mesmo status de saberes adquirido através de estudos científicos, sempre tem algo a dizer acerca do comportamento político ou social. O ditado “macaco não olha para o próprio rabo” define de modo bastante preciso a inclinação das pessoas para esquecer-se de seu comportamento, de suas posturas ao criticar e analisar a situação das outras pessoas. Na verdade, é notório que muitos dos “reclamantes” são executantes dos próprios atos que condenam.


Mônica Bastos

Respeito é bom, e todo mundo gosta

É engraçado como o ser humano despudoramente invade a intimidade de outrem. Qualquer escolha fora do padrão por ele estabelecido é motivo ...