Conte-me com quem tu andas e te direi quem és


Quem em algum momento da sua vida, não foi orientado a se afastar de alguém que não dava bons exemplos? Quem não resistiu dizendo: Não é porque fulano se comporta de maneira inadequada, que tenho que fazer o mesmo? Concordo plenamente. Não temos que fazer o mesmo, mas infelizmente tenho que concordar com o intelectual Alemão Karl Marx, quando diz: “O Ser humano é um produto do meio.” De fato, não nascemos prontos. Quando chegamos a este mundo, somos apenas pequenos seres, com um futuro totalmente incerto, sem escolhas, sem opções. Não posso dizer lançados à própria sorte, visto entender e crer que existe um CRIADOR, que determina todas as coisas. Um CRIADOR que determina em qual lar cada um nascerá, para que de alguma forma, dolorosa ou não, cumpra a sua missão de vida. E é nesse meio que somos formados, ou seja: “Não somos, simplesmente nos tornamos”.
Através das nossas relações somos moldados, seres humanos com um bom caráter ou com um mau caráter. Sendo assim, antes de julgar e condenar é preciso no mínimo compreender a estrutura de cada um. Nem todas as pessoas são privilegiadas em relação à sua formação como individuo. No entanto, a nossa formação como individuo não está restrita simplesmente ao âmbito familiar, temos a oportunidade de conviver com outros grupos. À medida que ingressamos na escola, por exemplo, e quando passamos a nos relacionar com a família dos amigos dos pais, aos poucos vamos descobrindo que temos escolhas, que podemos ou não ser como os nossos pais, que podemos ou não ser como os nossos irmãos e amigos.
Descobrimos que a história da nossa família independe da nossa. Meu futuro ainda não está escrito, ele está em minhas mãos, e vai depender muito das minhas escolhas. E a primeira delas é saber exatamente quem sou eu e em quem quero me tornar e para isso, precisamos de referências. Precisamos de alguém em quem nos espelhar.
É hora de decidir qual grupo devo pertencer, ou seja, preciso pertencer ao um grupo que me oriente e me ajude a tornar-me quem de fato quero ser. Um grupo que me ajude a ser um ser humano melhor e a crescer como pessoa.
Não sou águia, nunca vou ser águia, mas me relacionando com as águias posso aprender a fazer o meu ninho nas rochas, nos penhascos mais elevados e nas árvores mais altas. Posso aprender a ser guerreira, enfrentar tempestades, a mudar a minha visão, a ser mais rápida e quando necessário me renovar. E com muito esforço e dedicação, posso até aprender a voar.
Não sou porco, nunca vou ser porco, mas me relacionando com porcos posso transmitir uma imagem suja e fedorenta. Posso me adaptar rapidinho ao chiqueiro. Viver sem expectativas, afinal de contas, porcos não vivem muito. Posso aprender a comer farelo e principalmente a me sentir muito bem na lama.
Conte-me com que tu andas e rapidamente direi quem és.

Mônica Bastos









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