9 de abril de 2015

A igreja e o seu pseudo amor ao próximo

A igreja prega tanto a respeito de amar o próximo, no entanto, será que alguém pode me ensinar a fazer isso? Estou tentando, mas percebo que é algo bem complicado de ser feito. Como amar ao próximo, se não posso ficar próximo dele? Quando nos aproximamos: De um homem, é namorado. De uma mulher, é homossexual. De um homossexual, é destrambelhado.  De uma prostituta, é prostituta. De um ladrão, é comparsa. De um adúltero, é adúltero. Sem contar, que não podemos nos aproximar: De um doente, a doença é contagiosa. De um pobre, ele é ladrão. De um Espírita, traz maldição para o seu lar. De um católico, são idólatras. Do candomblé, lá vem macumba. Adventista, é seita. Pentecostais, são loucos. Batistas, sem unção. Depressivo, é demônio. Loucos, vão nos matar. Negro, é bandido.
Penso que devo ser realmente diferente da grande maioria, deve ser porque sigo a linha daquele cara chamado Jesus Cristo, àquele que não faz acepção de pessoas. Àquele que ama a todos de igual maneira independente das suas escolhas.
Aprendi que o ser humano é humano, e em relação a eles devemos sempre agir com cuidado e precaução, mas nunca com preconceito. Aprendi que independente da opção sexual, todos precisam de amor, cuidado e principalmente de uma palavra amiga. Que nós fazemos as nossas próprias escolhas, e precisamos ser respeitados por isso. Aprendi que menina ainda brinca com menina, que mulher tem amiga e que o clube da Luluzinha, é muito divertido. Que graça tem reunião de meninas, supervisionada pelos olhares de reprovação dos  meninos? Fala baixo; Só falam de roupas e de sapatos; Dieta e cirurgias plásticas. Isso na frente deles né? Porque quando não estão, expomos nossas dificuldades diárias, choramos e somos altamente confortadas com palavras de apoio e motivação. Não sabem os meninos que muitos casamentos são salvos porque o Clube da Luluzinha está sempre em ação. Desde cedo aprendemos a sermos cúmplices. Rir, chorar, brigar, falar bobagem, mas também se edificar e se ajudarem.Amamos as nossas amigas e somos livres para expressar isso. Aprendi que o homossexual (gay) também é homem e sabe por que as mulheres dão muito bem com eles? Por que os Homens são muito machos e preconceituosos demais para serem seus amigos. Homossexual (lésbica) também é mulher. São excluídas pelos homens porque delas, eles sabem que não vão tirar uma casquinha.  Aprendi que nem toda doença é contagiosa, e que pessoas enfermas precisam de atenção,da mesma forma quem precisam dos médicos.  Depressão é doença  e os que são acometidos por ela, além dos cuidados médicos  precisam de amor, apoio e ombro amigo. Aprendi que pobre é aquele que julga e discrimina. As pessoas desprovidas de bens materiais precisam de cuidados especiais, e principalmente de pessoas que os motivem a mudar à sua história. Àqueles que não têm oportunidades, precisamos ensiná-los a criá-las. Aprendi que religião é crença, se quisermos respeito em relação as nossas crenças, precisamos respeitar as crenças dos outros, mesmo quando não concordamos. Todas as religiões têm sempre algo de positivo a nos ensinar e se não há tolerância, não há religião e sim fanatismo. Bandido não tem cor de pele específica,e muito menos placa estampada na cara. Sou negra e nunca roubei. Aprendi que prostituta também é gente como a gente, e que a sua decisão de vender o corpo, não influenciará na minha decisão de preservar o meu. Tenho convicção de  quem estou aqui para influenciar positivamente a vida das pessoas e sou capaz disso.
Àqueles que decidiram se esquivar da sociedade e pregar um pseudo amor, e que entendem que são bons demais para viver neste mundo que o Senhor nos deu, tenho uma dica: Morra. No entanto, quando chegar à porta do céu, não reclame quando ela não se abrir. E se ouvir uma voz alta bradando: “Nunca vos conheci: apartai-vos de mim.” (Mateus 7:23), é aquele cara chamado Jesus. E não se surpreenda caso aquela prostituta, ou o ladrão, ou homossexual ou qualquer um daqueles os quais você tem desprezado passar à sua frente, bater naquela porta e ela se abrir e ainda ouvir: Entre, filho meu, igreja minha, estava aqui esperando vocês.
Enquanto isso, eu Mônica Bastos, vou ficando por aqui, seguindo os passos de Cristo, convivendo com todos. Juntos aprendemos a ser pessoas melhores.E quanto às críticas e julgamentos? Alguém que porventura critica negativamente e julga seu semelhante, pode ser melhor que ele?

Mônica Bastos

Velozes e Furiosos 7 e suas lições para a carreira.


Para os apreciadores dos filmes de ação e aventura, sem dúvidas, Velozes e Furiosos 7,  é uma ótima escolha; muita adrenalina, com uma deliciosa dose de humor, formam uma sintonia perfeita.
Os fãs da franquia do filme conhecem as aventuras de Dominic Toretto e seus amigos, que agora decidem voltar para os Estados Unidos e tentam se readaptar a uma vida normal. Infelizmente as coisas não saem como planejado, e assim dá-se início a mais uma aventura do grupo.
Mas velozes e furiosos é bem mais que ação e aventura, o filme nos traz grandes lições para a carreira. Vejamos:

1. Fantasmas do passado: O mercenário e assassino profissional Deckard Shaw, revoltado com o grupo de Toretto, que em momento anterior, deixou seu irmão hospitalizado, decide matá-los. Inicia-se uma grande perseguição, retardando o plano do grupo em ter uma vida normal e tranquila.
O crescimento profissional é algo almejado por grande maioria das pessoas, no entanto, como diz um ditado popular: A pressa é inimiga da perfeição. Que o sucesso seja o reconhecimento do nosso trabalho e esforço. Que possamos trabalhar de maneira que não venhamos deixar pendências, independente de quaisquer que sejam, para que num futuro não muito distante, os fantasmas do passado não venham nos assombrar e colocar em risco todas as nossas conquistas.

2.   Motivação: Dominic Toretto e seus amigos haviam decidido mudar de vida. Infelizmente quando a casa de sua irmã e seu cunhado sofre uma explosão, resultado de um atendado do Deckard Shaw, que tinha como objetivo matar toda a sua família, Toretto reúne o grupo, e juntos decidem se defenderem. Como? Eliminando o mercenário. O grupo agora tinha uma motivação para voltar à ativa.
Todos nós profissionais precisamos de uma motivação real para seguir em direção aos nossos objetivos. Quando motivados, conseguimos trabalhar entusiasmados, e assim investir o nosso melhor, em prol de alcançar o alvo estabelecido.

3. Alianças Estratégicas: O agente hobbs, vitima do mercenário é hospitalizado. Impossibilitado de resolver o problema, chama Toretto para que ele e seu grupo eliminem o tal vilão.
Precisamos compreender que nem sempre estamos aptos a resolver determinados problemas. Em situações como estas temos que ser profissionais o suficiente para passar a bola. Na verdade o mais importante que reconhecimento é resultado. Grandes profissionais preocupam-se com solução de problemas, mesmo que a solução não esteja nelas. Ser estrategista é saber a hora de avançar e também a hora de recuar.
Essa não foi à única aliança estratégica do filme. Para impedir que o Deckard Shaw, mate mais entes queridos, Toretto se alia a um agente da CIA, que precisa da sua equipe para resgatar um dispositivo chamado “Olho de deus” e a hacker criadora do aparelho. O dispositivo permite localizar qualquer pessoa, onde quer que ela esteja. Parceria perfeita, já que tanto agente da CIA, como Toretto precisam do aparelho.
Parcerias inteligentes, sempre são rentáveis para ambas as partes, isso quando feita de maneira leal.
Todo profissional precisa estar aberto a parcerias, até porque o objetivo da parceria é completar. Bons parceiros suprem habilidades complementares, conhecimentos técnicos, bem como outras competências, que podem auxiliar no resultado final.


4.   Liderança: A liderança de Toretto é inquestionável. A maneira como ele consegue manter a sinergia entre a equipe é maravilhosa. O líder e seus liderados tornam-se parceiros, com igual relevância no grupo. Ele consegue, com grande flexibilidade fazer com que o mais intelectual, o mais forte, o mais inteligente e o engraçadinho trabalhem harmoniosamente, em prol do alcance do objetivo.
Liderar é bem mais que mandar, é inspirar pessoas, é ir junto com elas. É gerar entusiasmo na equipe, mostrando como se faz, ao invés de mandar fazer. É estimular a equipe a possuir metas em comum e agir em conjunto superando obstáculos e vencendo desafios.

5. Trabalho em equipe: Velozes e furiosos dá um show no quesito trabalho em equipe. Toretto e seus amigos, mesmo nos momentos mais conturbados e mais difíceis, conseguem manter o espírito de coletividade. Cada membro do grupo sabe exatamente o que os outros estão fazendo e reconhecem sua importância para o sucesso da tarefa.
O trabalho em equipe é muito importante, pois busca valorizar cada individuo, permitindo que todos façam parte de uma mesma ação, possibilitando a troca de experiências e motivando a equipe a buscar de forma coesa os objetivos almejados. Quando trabalhamos em equipe somos mais fortes.

Assistir Velozes e furiosos 7, pode ser mais que um momento de diversão, é sem dúvidas um grande filme de ação e aventura, que além do entretenimento, pode trazer riquíssimas  lições  para a nossa carreira profissional. Mas a grande lição do filme fica por conta da lealdade entre Toretto e sua equipe, perceptível em todo o filme.