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Quem somos nós para julgar?




É muito interessante como nós, seres humanos, somos propensos a julgar, a tirar conclusões precipitadas em determinadas situações e muitas vezes imaginar certas coisas tendo a certeza de que realmente estão acontecendo. Esse tipo de comportamento traz muitos prejuízos e, muitas vezes provoca estragos irreversíveis.


Podemos afirmar que, às vezes, este tipo de atitude não é intencional e muitas vezes até nos passa despercebido, isso é claro quando somos o autor do julgamento, mas não acontece o mesmo com a pessoa que é por nós julgada.


Quem nunca olhou para um desconhecido e de repente fez uma análise completa de sua personalidade, caráter e comportamento? Quem nunca esqueceu um objeto em determinado lugar, depois afirmou ter deixado em outro e acusou alguém de ter pegado? Quem nunca se irritou ao presenciar duas pessoas conversando e que ao mesmo tempo dirigiram os olhares para nós, logo veio a certeza de que estavam falando de nós? 


Quem nunca acreditou em uma fofoca contada por terceiros e agiu como se fosse verdade? Quem nunca desconfiou que por trás de uma boa ação houvesse uma má intenção?


Ao conhecermos verdadeiramente alguém que previamente analisamos, frequentemente percebemos que nossa avaliação inicial estava equivocada. A pessoa se revela totalmente diferente do que imaginávamos. Surge então a clássica frase: "Antes de te conhecer, imaginei que você fosse outro tipo de pessoa".


Quando encontramos um objeto desaparecido e descobrimos que ele nunca saiu do lugar onde o colocamos, sentimos vergonha por ter acusado injustamente outra pessoa. Ao reencontrar alguém que, em determinado dia, julgamos estar falando de nós, somos surpreendidos quando esta pessoa revela que nem notou nossa presença naquele ocasião. Nesse momento, reconhecemos nosso erro e pensamos: "Desta vez, errei feio. Na próxima, serei mais cuidadoso".


Ao acreditar em fofocas e agir impulsivamente, percebemos nossa injustiça e pensamos: "O estrago já está feito". Ao desconfiar que toda ação possui uma má intenção e, mais tarde, descobrir que não era o caso, sentimos vergonha de nossa desconfiança.


Não temos o poder de ler mentes ou de estar em mais de um lugar ao mesmo tempo. Portanto, nossas impressões sobre as pessoas e algumas situações são meros julgamentos. Muitas vezes, o que atribuímos aos outros nada mais é do que aquilo que não temos coragem de admitir em nós mesmos. 


Quem somos nós para julgar alguém? 

 

“Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça.”  (João 7:24)





Comentários

  1. quanto a isso
    eu sempre faço questão de me patrulhar.
    pois sei que é uma tremenda má fé fazer
    prejulgamento dos outros e,ao mesmo tempo,se
    achar no direito de ser a PALMATÓRIA do mundo!

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  2. O que você disse é pura verdade, julgamos antes e reconhecemos que erramos depois.

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  3. OI Mônica, costumo dize que em cada situação sempre termos duas opções de pensar algo bom ou ruim e digo escolha a melhor parte,mas alguém pode dizer e se o que pensei não for bom ou a pessoa não era o que pensei, a coisa mais importante é com eu penso é isso que faz a diferença

    Uma boa noite

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  4. Oi amiga, vc está certissima, devemos sempre evitar fazer julgamentos precipitados, pois, na maioria das vezes, nos damos conta de que fomos injustos com alguém. Vale mais a pena errarmos pelo certo, mesmo que venhamos nos decepcionar com alguém, temos o conforto de que agimos correto em atos e pensamentos! Bjs e sucesso!!!

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  5. Nós seres humanos temos realmente a Inclinação de ter preconceitos com as pessoas e, que em grande parte não passam de conceitos equivocados. Temos a tendência de crer que as ações dos indivíduos concernem apenas ao que nosso imaginário nos apresenta. Temos a pendência de acreditar naquela famosa “pulga atrás da orelha” antes mesmo de qualquer apresentação verossímil de algo que comprove tal suspeita.

    Acredito que a frase judicial: “INOCENTE ATÉ QUE PROVE O CONTRÁRIO” deva ser aplicada no dia-a-dia de nossas vidas, devemos sim “dar uma de ‘SHERLOCK HOLMES’” e, descobrir a veracidade de uma situação antes do veredicto.

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  6. Você é expcional em tudo que escreves, parabens por sua Habilidade na articulação de seu pensamento.

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