Pular para o conteúdo principal

Como anda o meu copo?





Todos nós, seres humanos, aspiramos à autorealização, e nossa vida profissional desempenha um papel fundamental nesse contexto.

 

Alcançar o último patamar da pirâmide de Maslow nem sempre é fácil, especialmente quando a insatisfação profissional se faz presente. O que muitos, custam a compreender é que esta insatisfação, geralmente é ocasionada pelo próprio profissional, ao permitir ser picado pelo que podemos chamar de o “mosquitinho da estagnação”.

 

Muitos profissionais passam a vida tentando alcançar objetivos traçados no início da carreira, como se estivessem enchendo um copo. Isso é admirável, desde que entendamos que encher o copo não é o fim da jornada, mas sim o início de um novo ciclo, uma oportunidade de dar início a um novo começo.

 

Olhar para um copo cheio de água (vida profissional) pode nos dá a leve sensação de dever cumprido, e a impressão de que não há espaço, e se quisermos adicionar algo mais, ele transbordará. Então, o que fazer quando nosso copo está cheio? 

Temos algumas opções: 

 

1.Estagnar: Podemos escolher não nos mover, ficar inertes, sem qualquer evolução ou progresso. No entanto, é preciso atentar para o fato de que mesmo a água mais limpa, quando parada por muito tempo tende a ser descartada.

 

2.Esvaziar: Podemos esvaziar o copo e enchê-lo novamente, mas isso implica em desperdiçar o conteúdo e o tempo investidos para enchê-lo. 

 

3. Deixar Transbordar: Podemos continuar adicionando conteúdo em seu interior, mesmo sabendo que não há mais espaço, deixando-o transbordar. Quando isso acontece ultrapassamos limites resultando em um trabalho ineficaz. Imperceptivelmente tornamo-nos profissionais impetuosos, com comportamentos coléricos que contaminam o ambiente de trabalho.

 

4. Encher novos copos: Podemos continuar, certos de que novos copos estão à nossa disposição, esperando para serem preenchidos. Optar por continuar de maneira eficiente e produtiva, mantendo as perspectivas profissionais e a satisfação no trabalho, é o mais indicado.Não podemos nos comportar como se já estivéssemos chegado ao ápice das nossas carreiras.


Estamos cercados de pessoas que sonham, planejam e trabalham. Todos os dias novos profissionais chegam ao mercado de trabalho, cheios de energia prontos para enfrentar desafios. Profissionais que aguardam uma oportunidade para mostrar todo o seu talento, disposição e potencial. 

 

Quando devemos parar de encher nosso copo? Acredito que apenas quando decidimos parar de trabalhar. Enquanto optarmos por uma vida profissional ativa, devemos dar sempre o nosso melhor, pois a jornada é contínua. O trabalho deve ser realizado com excelência, lembrando que não basta começar bem, é preciso terminar bem.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Resenha do filme mãos talentosas

Mãos Talentosas retrata a vida de Ben, um menino pobre, negro, que não tinha muita chance de crescer na vida, ou seja, de se tornar um homem bem-sucedido. Ben sempre tirava notas muito baixas na escola e por conta disto era altamente criticado pelos colegas, fazendo com que ele se sentisse como uma pessoa burra, e assim desenvolvendo um temperamento muito agressivo. A mãe de Ben sempre acreditou no potencial de seu filho, incentivando-o a estudar, a trocar a TV por bons livros, a não desistir, pois acreditava que o filho teria um futuro totalmente diferente do seu. Através do esforço, incentivo e dedicação da mãe, Ben chegou a ser o melhor aluno da sala. Cresceu e conseguiu alcançar o seu objetivo, não só se tornou médico, mas o melhor neurocirurgião do mundo. Quando comparamos o filme ao universo do coaching, logo podemos perceber o poder da Programação Mental Positiva, exercida pela mãe de Ben, que o ensinava todo o tempo a materialização dos seus pensamentos, ou seja, fazendo com qu...

Aprendendo a orar com as formigas

Outro dia, vi uma formiga que carregava uma enorme folha. A formiga era pequena e a folha devia ter, no mínimo, dez vezes o tamanho dela.  A formiga a carregava com sacrifício. Ora a arrastava, ora a tinha sobre a cabeça. Quando o vento batia, a folha tombava, fazendo cair também à formiga. Foram muitos os tropeços, mas nem por isso a formiga desanimou de sua tarefa. Eu a observei e acompanhei, até que chegou próximo de um buraco, que devia ser a porta de sua casa.Foi quando pensei: “Até que enfim ela terminou seu empreendimento”. Ilusão minha. Na verdade, havia apenas terminado uma etapa.    A folha era muito maior do que a boca do buraco, o que fez com que a formiga a deixasse do lado de fora para, então, entrar sozinha. Foi aí que disse a mim mesmo: “ Coitada, tanto sacrifício para nada.” Lembrei-me ainda do ditado popular: “ Nadou, nadou e morreu na praia.” Mas a pequena formiga me surpreendeu. Do buraco saíram outras formigas, que começaram a cortar a folha em peque...

Filhos Brilhantes Alunos Fascinantes

Bons filhos conhecem o prefácio da história de seus pais Filhos brilhantes vão muito mais longe, conhecem os capítulos mais importantes das suas vidas. Bons jovens se preparam para o sucesso. Jovens brilhantes se preparam para as derrotas. Eles sabem que a vida é um contrato de risco e que não há caminhos sem acidentes.  Bons jovens têm sonhos ou disciplina. Jovens brilhantes têm sonhos e disciplina. Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas, que nunca transformam seus sonhos em realidade, e disciplina sem sonhos produz servos, pessoas que executam ordens, que fazem tudo automaticamente e sem pensar.  Bons alunos escondem certas intenções, mas alunos fascinantes são transparentes. Eles sabem que quem não é fiel à sua consciência tem uma dívida impagável consigo mesmo. Não querem, como alguns políticos, o sucesso a qualquer preço. Só querem o sucesso conquistado com suor, inteligência e transparência. Pois sabem que é melhor a verdade que dói do que a mentira que ...