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Ano novo, vida nova?




O ano termina e traz consigo a oportunidade de fazermos uma avaliação de todos os momentos vivenciados. Infelizmente, muitas vezes somos surpreendidos ao perceber que algumas coisas continuam iguais e outras até pioraram. Descobrimos que as metas traçadas não foram alcançadas. Frustrados e cheios de desculpas esfarrapadas, colocamos a nossa esperança no ano vindouro. É comum iniciarmos o ano com grandes expectativas em relação à nossa vida. Muitas vezes sentimo-nos como se estivéssemos recebendo uma nova chance para recomeçar.

 

É errado pensar dessa forma? Não diria que é errado, mas talvez esse seja um pensamento ardiloso, pois todos os dias nós recebemos do criador a oportunidade de recomeçar. Todos os dias temos a oportunidade de concertar os nossos erros e prosseguir de maneira diferente e isso tem mais a ver com as nossas atitudes do que com o calendário anual. Se quisermos mudar algo na nossa vida, precisaremos mais do que um início de ano, precisaremos de mudança de atitude. Novas atitudes geram novos resultados.

 

Outro dia fiquei encantada ao assistir um vídeo de animação, apelidado de ‘alegoria das colheres longas’. A animação é baseada em uma história antiga sobre a fome e partilha e faz parte de uma campanha contra a fome mundial. No vídeo havia um caldeirão de uma substanciosa sopa, e à sua volta estavam sentadas pessoas famintas e desesperadas. Cada uma delas segurava uma colher, porém de cabo muito comprido, que lhes possibilitava alcançar o caldeirão cercado por um abismo, mas não permitia que colocassem a sopa na própria boca. Depois de muitas tentativas um deles tem a ideia de levar a colher com a sopa até a boca do outro. Todos fizeram a mesma coisa e assim conseguiram alcançar o objetivo de se alimentarem. 

 

Não é porque algumas coisas não deram certo na nossa vida que precisamos desistir, às vezes, mudar a estratégia é suficiente.

 

Que o início do ano seja o momento ideal para reavaliarmos a nossa visão acerca da vida, compreendendo que ano novo, não é sinônimo de vida nova, a não ser que estejamos de fato dispostos a mudar as nossas atitudes. Afinal de contas, como já dizia Albert Einstein: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.

 

 

 


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