23 de outubro de 2014

Manter ou perder?

Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor...(Os 6:3)
Deus é onisciente, buscar conhecê-lo deve ser algo constante na nossa vida. Para quem almeja ser bem sucedido, a indicação é se aproximar d’aquele que verdadeiramente sabe todas as coisas. Quanto mais próximos ficamos do Senhor, mais aprendizado, adquirimos. 
Ao ler a palavra de Deus em Naum 1:2 que diz: “O Senhor é Deus zeloso...” aprendemos sobre mais um atributo de Deus, o zelo. Ao pesquisar no dicionário o significado da palavra zelo encontramos: Cuidado, dedicação, atenção, empenho, esforço, ou seja, ser zeloso é ter cuidado, é saber zelar de algo ou de alguém. É ter responsabilidade com aquilo que nos interessa.
Deus é um Deus que cuida de tudo que lhe pertence, com atenção e dedicação. Ele cuida de nós, porque pertencemos a ele. “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.(Romanos 11:36), no entanto, será que estamos sendo zelosos, cuidadosos  com aquilo que o Senhor têm nos dado? Deus é bom, e nos presenteou com o dom da vida, infelizmente muitas vezes nos comportamos como se a VIDA, não fosse importante e começamos a cobrar de Deus mais e mais. Se não cuidamos da nossa própria vida, do nosso corpo, da nossa mente, da nossa alma, porque motivo Deus nos daria mais? Para desprezarmos? Não é Deus quem não tem nos dado, nós é que não percebemos a grandiosidade de tudo aquilo que temos recebido.
Muitas vezes não entendemos o porquê de algumas perdas, mas precisamos estar certos de que, tudo aquilo que é deixado de lado, acaba se deteriorando. Sendo assim, precisamos aprender que tudo, tudo nesta vida requer de nós manutenção, ou seja, zelo. No entanto somos livres e temos algumas opções:

1. Manutenção preventiva: A manutenção preventiva é quando trabalhamos em prol de prevenir a ocorrência de problemas futuros. É quando olhamos para tudo o que temos, valorizamos e temos a convicção de que não queremos perder. Quando valorizamos algo e não queremos perder, é necessário que haja investimento da nossa parte, no quesito manutenção.  Essa é uma orientação válida tanto para os bens tangíveis, como também para os bens intangíveis. Infelizmente muitas vezes, só nos damos conta de que algo é realmente importante, quando percebemos que estamos prestes a perder. Agir preventivamente é uma maneira inteligente de evitar perdas desnecessárias.

2. Manutenção corretiva: A manutenção corretiva é quando trabalhamos para concertar algo que está em mau funcionamento, devido a nossa falta de cuidado. É o momento que podemos chamar de alerta. Quando aquela luz vermelha começa a picar sem parar e imediatamente corremos para apagá-la, e muitas vezes até bate o desespero quando percebemos que já apertamos todos os botões e nada, ela continua ali piscando. É uma luz que incomoda, pois damo-nos conta de que verdadeiramente existe um problema e que infelizmente todos à nossa volta estão percebendo, pois ela não para de piscar. É como se gritasse: Estou quebrado, estou quebrado... Depois de tentarmos tudo, chegamos à conclusão de que precisamos de ajuda, sozinhos não conseguiremos resolver o problema, precisamos do auxilio e da interferência de alguém que entenda da situação e que de fato possa nos ajudar a fazer com que aquela luz de alerta se apague. E sabe o que importante nessa correção? Fazer as coisas da maneira mais certa possível, sem remendos ou quebra galhos. Para que tudo volte a funcionar como antes, é necessário investimento da nossa parte na reposição de peças, precisamos de peças novas, até porque sabemos que remendo não funciona, pode até resolver a situação por um período, no entanto, se vier a dar defeito novamente, possa ser que não tenha mais concerto. É hora da revisão, é o momento de substituir tudo o que está danificado, desta forma, teremos certeza de que o concerto foi realizado da melhor maneira possível. E depois, não podemos esquecer: Manutenção e de preferência, preventiva.

3. Substituição: A substituição é quando deixamos de cuidar daquilo que temos, a ponto de destruir. É quando percebemos que não há mais concerto, e que a única saída é a substituição. Essa é a parte mais difícil; em relação aos bens tangíveis podemos dizer que há perdas de dinheiro, nos bens intangíveis as perdas são bem maiores. Será que estamos prontos para aceitar que por falta de zelo e manutenção perdemos aquilo que é tão precioso para nós? Será que estamos prontos para assumirmos a responsabilidade da nossa falta de cuidado? Não podemos responsabilizar outras pessoas por aquilo que é de inteira responsabilidade nossa. Poderíamos considerar a fase da substituição a mais dolorosa, mas ela é também uma das mais proveitosas, pois nesta fase, temos a oportunidade de refletir sobre as nossas falhas, não para nos punir, pelo contrário, é o momento de olhar para frente e saber que por mais difícil e doloroso que seja manter, nada é comparado à dor da perda, principalmente quando sabemos que a responsabilidade é nossa, ou seja, saber que perdi porque não cuidei.

Segundo Fernando Lapolli: "O valor não está na forma em que você conquista, mas sim na habilidade de manter o que você conquistou."

Mônica Bastos