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Crise - sobrevive o que melhor se adapta




Uma nuvem de pessimismo paira sobre as nossas cabeças, isso devido a atual situação do nosso país. Não é novidade para ninguém que há tempos a corrupção reina no Brasil, mas os últimos acontecimentos deixaram o mundo estupefato. O Brasil vive uma combinação de crise econômica e política, situação que vem desestabilizando a economia do país e também a confiança dos investidores.


Como sobreviver diante de um cenário tão assustador? Podemos encontrar a resposta para essa pergunta, em uma das frases de Charles Darwin: “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”.

 

A crise é apenas uma mudança ocorrida no cenário econômico do país. Contudo, compreender que é apenas mais uma mudança, não facilitará as coisas, até porque o tema, assim como crise, provoca a sensação de insegurança quanto ao futuro. Quando ouvimos a palavra mudança logo vem à mente a ideia de risco. No entanto, é preciso entender que às vezes, mudar não se trata de uma simples escolha, mas de uma necessidade urgente. 

 

Nem sempre mudamos porque queremos, mas porque precisamos. E quando isso acontece, não há porque resistir, principalmente quando a nossa própria sobrevivência está em jogo. Em momentos de crise, é importante ter consciência de que muitas coisas mudam e se quisermos sobreviver ao caos, precisaremos sabiamente nos adaptar. A adaptação é uma estratégia positiva para continuar prosseguindo. 

 

Nós precisamos nos adaptar à atual realidade da economia brasileira e à nossa real situação financeira, sob pena de fracassarmos. Essa adaptação requer de nós coragem num período completamente dominado pela instabilidade e incertezas. Como podemos fazer isso?

 

1. Aceitando: Muitos de nós temos dificuldades para encarar determinadas mudanças. Preferimos desviar a atenção a aceitar. Isso porque confrontar a realidade não é tão simples. Imperceptivelmente não encaramos as coisas como elas realmente são, com o objetivo de sofrermos o menos possível. O problema, é que quando não aceitamos determinadas situações, não estamos resolvendo nossas dificuldades, apenas adiando. Aceitar é um passo importantíssimo para seguirmos em direção ao controle da situação.


2. Não podemos nos acomodar em atividades que nos trouxeram sucesso no passado: É preciso analisar a situação atual, revendo postura e posicionamento, caso contrário consequentemente podemos submergir. Momentos de crises são momentos que exigem de nós flexibilidade para lidar com cenários diversos e complexos. Pessoas flexíveis conseguem buscar com mais facilidade soluções inovadoras diante de um obstáculo, abraçando novas ideias e buscando aliados para implementação das mesmas. Conseguem sair da zona de conforto e percebem com mais rapidez as oportunidades trazidas pela crise, em vez de se apegar ao desconhecido e se deixar paralisar.


3. Não se apegando a estilo de vida: Não é nada fácil enfrentar mudanças que atinjam diretamente a nossa vida financeira. No entanto, em situações como estas precisamos nos libertar de antigos hábitos que sem dúvidas pioram ainda mais a situação. Se quisermos ficar bem, a primeira coisa a fazer é abandonar o consumo desnecessário, aquele usado para exibir status, muitas vezes às custas de privações, até porque não precisamos provar nada para ninguém.  A frase de Will Smith traduz exatamente isso: “Muitas pessoas gastam dinheiro que não tem, para comprar coisas que não precisam, para impressionar pessoas que não gostam.”


Então, se for necessário, corte gastos pessoais, o que inclui desde as despesas com alimentação até vestuário. Não se atenha a um estilo de vida que não consegue manter. Talvez não haja nenhuma semelhança deste artigo com a sua atual situação, até porque sabemos que a crise atinge uns mais e outros menos. Mas precisamos ficar atentos, não sabemos quando chegará o seu fim, desta forma podemos aprender um pouco com José quando avisou a Faraó de uma grande crise que viria sobre o seu reino e que duraria sete anos. José orientou Faraó para que se prevenisse, e colocasse alguém entendido para administrar os seus bens. E por último aproveitar o tempo das vacas gordas, guardando mantimentos para o período de vacas magras.

 

" Portanto, Faraó previna-se agora de um homem entendido e sábio, e o ponha sobre a terra do Egito. Faça isso Faraó... e tome a quinta parte da terra do Egito nos sete anos de fartura. E ajuntem toda a comida destes bons anos, que vêm, e amontoem o trigo debaixo da mão de Faraó, para mantimento nas cidades, e o guardem. Assim será o mantimento para provimento da terra, para os sete anos de fome, que haverá na terra do Egito; para que a terra não pereça de fome. E esta palavra foi boa aos olhos de Faraó, e aos olhos de todos os seus servos.” (Gênesis 41: 33-37)

 

 

 

 

 

 

 

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