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Quem atira para todos os lados, dificilmente acerta o alvo

  Todos  nós somos diferentes, mas se há algo que nos une, é o desejo de que nossos propósitos se estabeleçam.  Sonhamos, fazemos planos, colocamos alguns em prática... E outros, por diversos motivos, acabam sendo deixados de lado.  Não é incomum as coisas não saírem como planejado, pois há circunstâncias externas que fogem ao nosso controle. Por isso, é importante termos cuidado com nossas escolhas, até porque, viver nem sempre é leve; às vezes, pode ser cansativo e massacrante. A vida é complexa, cheia de riscos e constantemente somos pressionados a tomar decisões que direta ou indiretamente, influenciam na nossa trajetória de vida. A parábola do semeador, descrita na bíblia, traduz claramente isso.  Conta a história de um homem que saiu para semear.    Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho e os pássaros vieram e as comeram.    Outras caíram em solo pedregoso, onde havia pouca terra. Essas sementes brotaram ...

Mais vale um pássaro na mão que dois voando?

  Mais vale um pássaro na mão que dois voando?   É lógico que ao fazermos uma análise matemática, não tem erro; dois é mais do que um, e ponto. Mas como nem tudo nessa vida depende da matemática, às vezes, um vale mais do que dois; um exemplo, foi o jogo entre Brasil e Croácia, na última sexta.   Não resta dúvidas de que foi um jogo difícil, teve até prorrogação, momento em que o Brasil conseguiu se sobressair e fazer o primeiro gol, ou seja, a seleção brasileira com dificuldades conseguiu o seu primeiro “pássaro”. No entanto, um gol parecia não ser suficiente. Por que não buscar mais um? Neymar se deu por satisfeito, e tentou mudar o posicionamento do time que havia decidido ir ao ataque, em busca dos “pássaros que voavam”: “ Não tem necessidade de vocês subirem. Está 1 a 0. Faltam cinco minutos, não tinha necessidade. Vai subir para quê?".  O fato é que, ao invés de defender o que já havia conquistado, o time optou por arriscar. Infelizmente o resultado não foi pos...

Peça-me o que quiser, e eu lhe darei

De acordo com a bíblia, em uma determinada noite, Deus apareceu ao rei Salomão, e disse-lhe: “Peça-me o que quiser, e eu lhe darei”.    A simples ideia de uma oferta tão grandiosa, como a que Deus fez ao rei Salomão, é capaz de acelerar o coração de qualquer um. Imagine-se diante de uma oportunidade única na vida, onde o próprio Criador do universo lhe diz: "Pede o que queres que eu te darei". Salomão teve esse momento extraordinário em sua vida e sua resposta revela sua grandeza como líder.   Diante da possibilidade de escolher riquezas, honra e poder, Salomão demonstrou humildade e discernimento admiráveis ao pedir a Deus por sabedoria e conhecimento para governar seu povo.    Embora vivamos em uma época distinta daquela de Salomão, uma coisa permanece inalterada: a complexidade do ser humano. Compreender as pessoas ao nosso redor continua sendo um desafio constante. A mente humana é um mistério, e muitas vezes nos vemos incapazes de decifrar seus pensame...

Quando a rivalidade vira obsessão

O filme ‘O Grande Truque’, recentemente prendeu a minha atenção. E isso não tem nada a ver com os protagonistas do filme, ou até mesmo, com os truques de ilusionismo apresentados.   A história se passa na Inglaterra do século XIX, uma época em que os truques de ilusionismos, atraiam multidões. O filme narra a história de Alfred e Robert, dois grandes mágicos que inicialmente trabalhavam em parceria, mas que em determinado momento se tornam rivais, em busca da supremacia no mundo do ilusionismo. O que começa como uma competição saudável logo se transforma em uma batalha intensa e obscura.   Um dos truques do Alfred faz sucesso, e para descobrir o segredo do rival, Robert usa de meios ardilosos e nada convencionais para acabar com o sucesso do oponente. A trama se desenrola com reviravoltas emocionantes, revelando o lado sombrio da obsessão pela perfeição e pela superação.   'O Grande Truque' nos ensina que competição e rivalidade são naturais, mas é importante lembrar que ...

E essa tal liberdade?

      De acordo com a filosofia, a liberdade é a condição daquele que é livre. É a autonomia para gerir nossa vida conforme nossos desejos.   Na adolescência, muitos aguardam ansiosamente os 18 anos, a fim de alcançar a tão sonhada liberdade. No entanto, a realidade é mais complexa.    Somos verdadeiramente livres para fazer tudo o que quisermos?   Para a filosofia, a liberdade é considerada uma utopia, já que nunca a alcançaremos em sua plenitude. Somos livres, porém limitados, pois vivemos em uma sociedade que se desenvolve sob normas de conduta de cunho religioso, moral, social e jurídico.   Então, não. Nem sempre somos livres para fazer o que desejamos. 1 Coríntios 10:23, traduz exatamente isso: “Tudo é permitido”, mas nem tudo convém. “Tudo é permitido”, mas nem tudo traz benefícios”.   A pandemia do Covid-19 é um grande exemplo de como a nossa liberdade pode ser tolhida, mesmo quando a liberdade de locomoção é um direito fundamenta...

Escravos por opção

  A história do Brasil é marcada por um período sombrio em que os negros foram escravizados pelos brancos. Durante séculos, eles sonharam com a liberdade, até que finalmente chegou o dia da abolição da escravatura. No entanto, para muitos deles, a transição para a liberdade não foi fácil. Acostumados a uma vida de servidão, muitos negros não sabiam como lidar com a nova realidade de liberdade. Sabiam como ser escravos, mas não como ser livres. Foi necessário um processo de adaptação e aprendizado para entender e exercer plenamente sua liberdade. Muitos enfrentaram desafios e dificuldades nesse processo, pois a liberdade traz consigo novas responsabilidades e escolhas que antes não eram possíveis. Vivemos em um país onde a liberdade é um direito fundamental, porém muitos de nós ainda não compreendem verdadeiramente o significado dessa palavra. Assim como os negros do passado, que mesmo libertos ainda não se sentiam livres, muitos de nós hoje agimos como se fôssemos escravos, submeti...

O autoengano não é uma saída

A mentira, embora condenada socialmente em suas diversas formas, muitas vezes permeia sutilmente nosso dia a dia. Justificamos algumas mentiras como uma forma de manter a paz social, como quando elogiamos o cabelo da colega, mesmo quando não está tão bonito. Essas 'mentirinhas' podem evitar ofensas desnecessárias, alegrar o próximo, e ainda proporcionar uma convivência mais pacífica. Mas, apesar das boas intenções, enganar o próximo não é uma conduta íntegra. Nesse contexto, surge a questão: se não é íntegro enganar o próximo, seria íntegro enganar a nós mesmos?   O autoengano, é resultado de um processo mental em que aceitamos como verdadeira uma informação que sabemos ser falsa, é uma forma comum de mentira para si mesmo. São as mentiras que contamos para nós mesmos e que se tornam verdades. É a ilusão de que tudo está bem mesmo quando se está à beira do precipício. É um mecanismo inconsciente de autodefesa, uma fuga da verdade que nos amedronta.    ...

Tudo passa, tudo passará

    A frase do saudoso Renato Russo: “Tudo passa, tudo passará”, é incrível em sua simplicidade e profundidade, capaz de nos trazer uma grande reflexão.   Ao nos depararmos com essas palavras, somos envolvidos por um misto sentimento de alegria e tristeza. Ela nos lembra que nada é estático, que diariamente enfrentamos mudanças que, de uma forma ou de outra, nos impactam. Mudanças inevitáveis que, às vezes, trazem alegria, mas em outras ocasiões, carregam consigo doses de tristeza.   Essa frase nos desperta para o entendimento de que a vida é dinâmica, estamos em constante movimento. Isso nos traz alegria ao saber que nenhum problema será eterno, nenhuma dificuldade durará para sempre, e que até mesmo nossos inimigos são passageiros. Por outro lado, nos lembra que, se os dias ruins não são eternos, os dias de paz e tranquilidade também não serão.   O autor de Eclesiastes nos ensina que: “Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para...