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Decisão perigosa

  Outro dia durante a madrugada, um carro desgovernado subiu na calçada do prédio onde moramos e acabou batendo em um poste. Ao observar a cena, fiquei imaginando o estrago que aquele acidente poderia ter causado, se tivesse ocorrido durante o dia. Quantas vidas poderiam ser destruídas pela decisão irresponsável de uma só pessoa? Esse episódio me fez refletir bastante acerca de como as nossas escolhas podem influenciar positivamente ou negativamente não só na nossa vida, mas na vida de inúmeras pessoas. Apesar de sermos donos do nosso “próprio nariz”, e de ter total controle sobre as nossas vidas, precisamos ter a consciência de que todas as nossas decisões, por mais simples que sejam, direta ou indiretamente atingem outras pessoas. Diante disso, precisamos ter a maturidade de compreender que decisões tomadas com base em caprichos, raiva, mágoa, falta de informação, excesso de confiança e diversos outros motivos extremamente egoístas, são tendenciosas a falhar, pois dificilmente fa...

E se fosse você?

  Conviver com outras pessoas não é fácil, isso porque temos a nossa forma de pensar, e nem sempre é compatível com a do outro, e esses pensamentos divergentes são, na maioria das vezes, a causa geradora dos conflitos existentes em nossas relações. Isso acontece devido ao nosso egocentrismo em querer que as coisas aconteçam do nosso jeito, como se fôssemos donos da verdade. Existe apenas uma verdade? Não, a verdade diz respeito ao ponto de vista de cada um. O que é certo para mim, não necessariamente será certo para você.  Cada ser tem a sua própria verdade e para convivermos em harmonia, o respeito é imprescindível. Em nenhum momento podemos obrigar o outro a comungar dos nossos pensamentos. Se somos livres para fazer as nossas escolhas, onde adquirimos direito para interferir ou até mesmo ofender o outro por escolher diferente? Queremos ser respeitados pelas escolhas que fazemos, mas desrespeitamos àqueles que escolhem diferente. É preciso maturidade para compreender a forma...

É melhor prevenir do que remendar

  Na nossa última viagem, minha família e eu percorremos um trecho desconhecido e nos deparamos com uma rodovia em mau estado. Os buracos no asfalto eram enormes e em muitos momentos nos vimos obrigados a diminuir a velocidade do carro, a fim de evitar um acidente. Em parte desse trecho, o asfalto estava remendado. Os remendos eram facilmente identificados através da mudança da coloração e da irregularidade do asfalto. É claro que trafegar em uma rodovia com um asfalto remendado é muito, mas muito melhor do que trafegar por uma rodovia esburacada. Isso não se discute. Ocorre que, durante esse percurso, pude refletir sobre os remendos e a sua serventia. Sei que geralmente são utilizados para consertar algo ou disfarçar uma imperfeição. Evidente que quando nos referimos às coisas, geralmente são muito eficientes. Mas será que o mesmo vale para as nossas atitudes? Sabemos que não somos perfeitos e, por isso, as falhas acabam fazendo parte do nosso cotidiano; algumas pas...

Já lavou sua janela hoje?

  Alguns indivíduos são desprovidos de bom senso. Sem nenhum pudor, insistem em dar palpite na vida alheia. Quem não os conhece, parece até que são doutores nas mais diversificadas áreas. Sabem de tudo e têm o maior prazer em lhe dizer como conduzir a sua vida.  Impossível passarem despercebidos, pois por onde passam, deixam marcas da insensatez e hipocrisia, evidentes nas ações e palavras inoportunas.  Para esconder todos os defeitos e deficiências, foca na vida do outro. Afinal de contas, se você não quer que alguém olhe para você e veja todas as suas fragilidades, não há estratégia melhor que focar nos defeitos alheios, explorando-os das formas mais variadas possíveis. Quando enaltecemos os defeitos do outro, sem dúvidas, queremos a todo custo esconder os nossos próprios defeitos. Conta-se que um casal se mudou para um bairro muito tranquilo. Na primeira manhã que passam na casa, enquanto tomavam café, a mulher reparou em uma vizinha que pendurava lençóis no varal e co...

Quem muito abre os lábios se destrói

  Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de estar calado e tempo de falar. Essa é uma das grandes lições trazidas por Salomão, no livro de Eclesiastes, em seu capítulo três. A princípio, ela pode até não fazer muito sentido, principalmente quando acreditamos que falar cura dores emocionais. Embora a psicanálise busque a cura através da fala, ajudando o indivíduo a lidar melhor com as dificuldades, esse não é o viés de Eclesiastes três. Acreditamos que a orientação de Salomão é no sentido de aprendermos a controlar a língua, discernindo o momento propício para falar ou calar. É certo que a liberdade de expressão é um direito assegurado pela Constituição Federal, mas até que ponto é vantajoso verbalizar determinados pensamentos? Sem dúvidas, essa é uma resposta bastante pessoal, até porque, cada um sabe das suas batalhas, conquistas e derrotas; no entanto, é importante lembrar que nem tudo que é permitido é conveniente. Deste modo,...

Quanto mais alta a expectativa, maior a decepção

  Eu, você e a maioria das pessoas faz planos para o futuro nas mais diversificadas áreas da vida. E, independentemente do plano, sempre incluímos alguém, afinal, como diz o ditado: “Ninguém chega a lugar nenhum sozinho”. Normalmente, tudo é meticulosamente planejado em nossa mente. Estabelecemos objetivos, traçamos metas, e até definimos com precisão, o papel de cada um. Mas nem sempre as coisas saem como planejamos. Visto que, para alcançar nossos objetivos, é preciso mais do que apenas planejamento; é necessário foco na execução.   E quando nossos planos não dão certo?    Inicialmente, surge a frustração, seguida de uma sensação de impotência e desânimo. O próximo passo muitas vezes é fugir da responsabilidade e eleger um culpado.   Infelizmente, muitos têm dificuldade em assumir a responsabilidade pelo fracasso.  Isso ocorre devido a resistência de alguns, em reconhecer o seu próprio papel nos acontecimentos. O problema é q...

O escorpião e a tartaruga

  Conta a fábula, que o escorpião precisava atravessar um riacho, mas não sabia nadar. Ao ver uma tartaruga pediu-lhe que o levasse para a outra margem do riacho. A tartaruga recusou, porque sabia que o escorpião era traiçoeiro e sua picada muito perigosa. Ela lhe disse: - Escorpião, eu não vou te levar porque eu sei o que você fez com aquela rã algum tempo atrás. E o escorpião, replica: - Ah! Eu não tinha intenção de picá-la, mas como eu estava estressado acabei picando-a. E a tartaruga responde: - E quem me garante que você não vai fazer o mesmo comigo? -  Burro, é coisa que eu não sou. Se eu te picar eu também vou morrer porque eu não sei nadar. Além disso, olha a grossura do teu casco. Você acha que eu vou conseguir furar este casco para te picar? - Basta você ficar com a cabeça escondida que não terá perigo algum. Diante dos argumentos do escorpião, a tartaruga acabou se dispondo a ajudá-lo a atravessar o riacho, depois que ele prometeu que não iria picá-la. Ela então ent...

Bota a cara no sol

  Não é novidade para ninguém, que a pandemia provocada pelo Covid-19, mudou as nossas vidas. Por muito tempo desejamos voltar à vida normal, até finalmente entendermos que isso seria impossível. A pandemia modificou a nossa realidade, principalmente no que diz respeito aos comportamentos, atitudes e hábitos. Inesperadamente, e para nossa proteção, fomos obrigados a fazer uso de máscaras. Mas enquanto a maioria da população mundial se acostumava a fazer uso de máscaras, alguns indivíduos já estavam bastante familiarizados com o “acessório”. Isso porque, enquanto uns usam máscaras para se proteger do Covid-19, outros as usam para esconder suas verdadeiras identidades. Nos últimos anos, as redes sociais evoluíram consideravelmente. É de praxe acordarmos e dar aquela olhadinha no instagram,   whatsapp , twitter, facebook etc. E devido a esta evolução, houve um aumento significativo de perfis falsos, gerando grandes prejuízos aos usuários, nas mais variadas áreas, ou seja, da fina...