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Saia do seu ninho

  Estava lendo um texto sobre as águias e descobri que, de acordo com especialistas, a águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie, chegando a viver 70 anos. Essa leitura me fez lembrar de uma ministração do Bispo TD Jakes, que ouvi há alguns anos e, que me fez despertar para o novo. Me abriu os olhos acerca das minhas limitações e potencialidades. De acordo com o Bispo, muitas águias constroem os seus ninhos mesmo antes de terem filhotes. Eles são construídos a partir de gravetos que elas recolhem por onde passam. A maior parte dos ninhos são criados com o intuito de fornecer um local seguro para a chocagem dos ovos e desenvolvimento dos filhotes e, para isso, precisa estar longe dos predadores. Por isso, é recorrente a existência de ninhos nos topos das montanhas. Apesar de ser construído com gravetos, o ninho é confortável, macio, já que as pontas ficam para fora, para que seus filhotes estejam protegidos dos predadores. A águia cuida, alimenta seus filhotes. Co...

Se alguém bater em você numa face, ofereça-lhe também a outra

  Não é apenas uma impressão, estamos vivendo em uma sociedade cada vez mais agressiva, o comportamento das pessoas tem se tornado cada vez mais hostil. Embora nada justifique uma atitude agressiva, a maior parte dos ataques são por motivos banais. Na maioria das vezes, a reação explosiva é extremamente desproporcional à situação que a desencadeia. No Mato Grosso do Sul, uma mulher que andava na rua, foi agredida por um desconhecido. A justificativa do agressor: “Sou o dono da calçada, pago meus impostos e bato mesmo porque odeio mulher”. No Distrito Federal, um advogado agrediu uma advogada, após ser alertado sobre o risco de passear com o cachorro solto e sem focinheira. A vítima temia um ataque, já que ele é dono de um cotton tullear, e ela é dona de um da raça shih-tzu, um cachorro bem menor. Em Salvador, um motociclista foi fechado por um carro. E depois de reclamar com o motorista, foi perseguido por cerca de três quilômetros, e atingido pelo veículo. Felizmente, essas pessoa...

A suscetibilidade à ilusão

  Assisti ao filme “A vida é bela”. O filme, que se passa na segunda guerra mundial, retrata a história de um judeu e seu filho que são capturados e levados para um campo de concentração em Berlim. Para proteger a criança da realidade na qual estão inseridos, o pai faz a criança acreditar que ambos estão em um jogo em que ela (a criança) deve realizar as tarefas que ele (o pai) lhe ordenar. Esse tipo de situação é bem mais comum do que aparenta, isso porque, nós seres humanos somos suscetíveis a ilusões. Existem pessoas que, não satisfeitas - ou quando desejam muito algo -, reagem distorcendo a realidade na qual estão inseridas e consequentemente permitem serem iludidas, a fim de se manterem felizes. A ilusão, em certas situações, é mecanismo de defesa, através do qual refugiamo-nos em uma realidade paralela, criada pelo nosso cérebro, para fugir dos acontecimentos reais que nos cercam, evitando sofrimentos. Às vezes, fazemos isso com o outro também. O exemplo disso, é a ideia de q...

Quem perde o telhado, ganha as estrelas

Essa semana estava assistindo a um filme que contava a história de uma jovem que sonhava em ser campeã de rodeio, mas tudo muda quando ela sofre um acidente de carro que a deixa paraplégica. O que mais me chamou a atenção no filme, foi o momento em que a jovem entrou no processo de reabilitação e, através de exercícios, precisava aprender a equilibrar-se sem as pernas. A jovem havia perdido o movimento das pernas, ou seja, havia perdido a sua base de apoio, o que não era uma situação fácil de lidar. Todos nós, ainda que não reconheçamos, emocionalmente temos uma base de apoio. Essa base é extremamente individual; no entanto, acaba tendo o mesmo objetivo: apoiar, sustentar, amparar. Quem tem sido a sua base de apoio? Em quem ou em que você tem depositado a sua confiança? Infelizmente, nem sempre as coisas saem como planejado. Nem sempre as pessoas as quais contamos, estão disponíveis quando precisamos, e por estes e outros motivos é que precisamos aprender que, ainda que pessoas ou situ...

Desde que a terra não trema

Confesso que pouco entendo de engenharia civil, mas de acordo [com] o meu pequeno entendimento, consigo compreender a importância da fundação em uma construção, ou seja, a estabilidade de uma obra está em seu alicerce e é por isso, que os alicerces devem ser adequadamente resistentes, de maneira que consigam suportar as mais diversificadas situações. De antemão, o solo precisa ser analisado, pois é necessário que ele seja rígido e resistente. Sem essa resistência, a construção corre o risco de sofrer com rupturas e deformações, comprometendo assim, toda à estrutura.   É importante compreender que, para cada construção, existe um tipo de fundação. Em determinadas edificações exige-se que as fundações sejam profundas, enquanto outras, uma fundação superficial é suficiente; ou seja, a escolha da fundação será determinada pela intensidade da carga e   da profundidade da camada resistente do solo.  Mas o mais importante disso tudo é saber que na prática, a fundação é o início ...

Quem vê cara, não vê coração

O que é   rótulo? É toda e qualquer informação referente a um produto que esteja transcrita na sua embalagem. É incrível, mas sempre que vamos ao supermercado, é quase impossível comprar um produto desconhecido, sem antes ler o que descreve à sua embalagem. É prático, e dependendo do que está escrito, nós decidimos se vale ou não à pena comprar. Atualmente, não fazemos esse tipo de análise apenas com os produtos, mas também com as pessoas. Precisamos urgentemente aprender que rótulos são para produtos e não para pessoas. E importante ter bastante cuidado acerca das interpretações que fazemos dos outros. Ao olhar para alguém, o máximo que conseguiremos ver, será a sua aparência. Como diz o velho e bom ditado popular: “Quem vê cara, não vê coração”.   Visão é algo importante, e nada mais digno do que permitir que as pessoas que se aproximam de nós, tenham a oportunidade de mostrar quem são, sem interferência dos rótulos que lhes foram impostos por terceiros. Toda relação, seja e...

Se não for por eles, que seja por você

  Ainda que de maneira superficial, nós entendemos um pouco sobre o processo de colocar a semente na terra. Embora existam diversos métodos de plantio, algo é certo: não podemos plantar limão e esperar colher manga. A lógica nos diz isso, a menos que algo surreal aconteça!   Às vezes, fazemos analogias entre a vida e as plantações, alimentando a ilusão de que podemos colher algo diferente do que plantamos. Mas será que isso é possível?   Pois bem, isso depende das crenças de cada um. Para aqueles que, como eu, creem em Deus e na sua palavra, a resposta é não.   O livro de Gálatas fala sobre a lei da semeadura, que nos lembra que colheremos aquilo que plantarmos. Esse princípio reforça a ideia de que precisamos ficar atentos às nossas ações, pois todas elas gerarão consequências, boas ou não tão boas.   Além disso, a intensidade também importa. 2 Coríntios 9:6 diz: “aquele que semeia pouco, também colherá pouco, e aquele que semeia com fartura...

O poder do agora

  Na juventude, lembro-me de assistir ao filme "De Volta Para o Futuro". O filme narra a história de um jovem que, ao acionar uma máquina do tempo inventada por um cientista excêntrico, viaja de volta aos anos 50. Lá, ele se vê em um dilema ao conhecer sua mãe antes de ela se casar com seu pai. Ela se apaixona por ele, ameaçando sua própria existência, pois qualquer mudança afetaria irreversivelmente o futuro, transformando-o em um improvável cupido entre seus próprios pais.   Naquela época, eu alimentava a esperança juvenil de que um dia as máquinas do tempo seriam construídas, permitindo-nos revisitar o passado e moldar o futuro. Era o sonho de uma adolescente romântica e sonhadora.   Com o passar dos anos, percebi que as máquinas do tempo permaneceriam no campo da ficção, e que, de fato, não precisamos voltar ao passado para forjar o futuro. Basta olhar para trás.  Como disse Henry Ford: “O passado serve para evidenciar as nossas falhas e dar-nos indicações para o...