19 de dezembro de 2014

6 passos para o novo nascimento

Nós seres humanos temos nossas próprias convicções, fundamentadas naquilo que vivenciamos e aprendemos no decorrer da nossa vida.
Quando temos uma opinião formada acerca de qualquer assunto, fica completamente difícil convencer-nos do contrário. O que fazer? Jesus nos orienta a nascer de novo. Porque nascer de novo? Nascer de novo é uma opção dada por Cristo, àqueles que querem recomeçar de maneira diferente. É o que podemos chamar de “segunda chance.” É abrir-se para uma nova visão, é estar disponível para conhecer e vivenciar tudo aquilo que Deus tem para nós. Conheça os 6 passos para o processo do novo nascimento. 

1.  Útero – Lugar de preparação: É o lugar onde sentimo-nos confortáveis e seguros, mas ao mesmo tempo estagnados. Por um dado momento sentimo-nos confortáveis, mas vamos crescendo e logo o espaço diminui. É um lugar temporário, lugar de preparação. E lá somos confrontados a tomarmos uma decisão: Ficamos ou saímos para viver um novo tempo. Não é uma decisão nada fácil, visto saber que enfrentaremos o desconhecido. E o desconhecido vem sempre acompanhado do MEDO.

2.   Cordão umbilical – Romper com o passado: Quando optamos por dar-nos uma chance de viver o novo, precisamos cortar o cordão umbilical.  O cordão umbilical é o elo entre o nosso passado e futuro. Saímos do conforto, mas temos um longo caminho à nossa frente e agora há em nós um misto sentimento de medo e esperança. É nos dada à oportunidade de construir uma nova história, para isso o elo precisa ser quebrado. Manter o cordão umbilical é viver o presente, focados no passado. Não haverá futuro, enquanto o nosso foco estiver no passado. Não importa quais situações foram vivenciadas, boas ou ruins elas já não existem mais e ainda que quiséssemos revivê-las, seria impossível. Passado é algo que existe apenas na nossa mente, quando olhamos para ele temos lembranças, quando olhamos para o futuro, esperança. É hora de cortar o cordão umbilical, romper com o passado e construir o nosso futuro.

3.   Nascer de novo – Nova chance: Agora chegamos ao momento mais importante, o pós-cordão umbilical e já que aceitamos viver o novo, precisamos fazer isso da maneira correta. É o momento de nos colocarmos na condição de aprendizes. Se anteriormente seguimos caminhos os quais geraram arrependimento, e que não nos levaram a lugar algum, precisamos ficar atentos, para que de maneira imperceptível, não venhamos repetir velhos padrões que consequentemente nos fará chegar aos mesmos lugares.

4.   Colo – Dependência total: Ao nascer de novo, nascemos bebê e todo bebê precisa de um adulto que lhe dê os devidos cuidados especiais. Essa é a fase mais difícil do novo nascimento, aprender a depender das outras pessoas. Se em momento anterior fomos soberbos, arrogantes e insuficientes, começamos a nossa nova vida descobrindo que durante toda a nossa trajetória de vida, precisaremos uns dos outros. A dependência ensina-nos a ser humildes. Quando aprendemos a ser humildes, a nossa visão muda, percebemos que nem todas as portas estavam trancadas, mas que simplesmente só enxergávamos as inacessíveis. Existiram portas abertas, pelas quais o nosso orgulho não permitiu que passássemos. Nascer de novo é começar de novo, se permitir depender de outras pessoas para nos ajudarem a passar pelas portas. Lembre-se: Ninguém nasce grande; o crescimento é um processo gradativo e natural do ser humano.

5.  Alimentação – Crescer ou morrer: Um bebê recém-nascido necessita de leite, se porventura se alimentar de algo mais forte, pode vir a óbito, seu estômago não está pronto para ingerir qualquer coisa. Um adulto precisa de uma alimentação balanceada e forte. Se um adulto se alimentar somente de leite, também pode vir a óbito, o leite poderá causar-lhe uma desnutrição. A alimentação faz parte do processo gradativo de crescimento do ser humano, sendo assim, vá com calma, coloque os pés no chão; sonhar faz bem, mas sonho é um alimento que não sustenta adulto. O que mantém o adulto é um alimento chamado realidade. O sonho é a sobremesa, ou seja, o complemento da refeição é a parte mais gostosa, no entanto, não dá para sobreviver só com a sobremesa, o nome já diz tudo SOBREmesa.

6. Caminhar -   Independência progressiva: E progressivamente vamos crescendo e aprendendo a ficar cada vez mais independentes. E como aprendemos? Observando, seguindo orientações dos mais experientes e exercitando. Imagine o processo de um bebê aprendendo a sentar, engatinhar, falar e caminhar. Será que um bebê consegue tudo isso sozinho? Claro que não. E podemos afirmar que não é um processo fácil, visto entender que muitas são as quedas. E sabe o que é mais difícil? Levantar e tentar novamente. Sabe qual é a vantagem de ser bebê? Tem sempre alguém do lado dizendo: Vá, levanta, você consegue. De outra forma, talvez nunca mais tentasse. Quando crescemos, não temos tanto privilégio, ao cairmos precisamos compreender que nem sempre encontraremos alguém para nos incentivar a prosseguir. E por conta disso, precisamos lembrar que não somos mais crianças e não podemos nos comportar como tal.

Nascer de novo dá-nos a oportunidade de aprender a crescer e a compreender todas as fases da nossa vida. É uma oportunidade dada a nós por Deus para recomeçarmos de maneira diferente e segura.


Mônica Bastos

26 de novembro de 2014

Em 4 passos, aprenda a valorizar os seus serviços.

Se porventura alguém me perguntasse quanto eu valho, a reposta seria: Não tenho preço, meu valor é incalculável. Estou certa? Sim, pois na verdade, qualquer um pode colocar preço, mas está em nós determinar o valor.
Infelizmente o preço dos serviços profissionais sobe ou desce de acordo a demanda, ou seja, de acordo a necessidade que temos deles. Quanto mais raro, mais difícil e menos acessível, mais caro fica e vice e versa.
Gosto muito de café, em determinada ocasião, estava em um evento o qual não era servido café. Um colega apareceu com uma garrafa, a colega do lado logo brincou: Quanto custa uma xícara de café? Ele brincando respondeu: R$ 10,00. Ela retrucou: Um pacote de café é R$ 3,50; imagine quantas garrafas de café dá para fazer com um único pacote? Eu que gosto muito de café, respondi: R$ 3,50 em casa, por essa xícara de café pago até R$ 15,00. Para quem não gosta de café e não vai se preocupar em ficar o dia inteiro sem consumi-lo, R$ 10,00 é muito, no entanto para quem ama café e vai ficar o dia inteiro sem tomar uma xícara R$ 10,00 pode tornar-se irrelevante, poderíamos até dizer que é um ótimo investimento. Não é preço, é valor. Em relação a nossa vida profissional não é diferente, o nosso preço, depende totalmente do valor que as pessoas dão aos nossos serviços. Isso acontece quando tornamo-nos profissionais qualificados, competentes, responsáveis, confiáveis e principalmente indispensáveis. Como valorizar os meus serviços?

   1. Valorize-se: Muitos profissionais acreditam que é preciso baixar o preço de determinado serviço, visto entender que a concorrência está cada vez mais acirrada. Para que nossos serviços sejam valorizados, de antemão essa valorização precisa vir do próprio profissional. Há consumidores que acreditam que produto caro é produto bom. Para esses consumidores, o preço ainda é indicativo de qualidade.
Determinada ocasião, brinquei com um amigo: Leve-me para trabalhar com você. Ele imediatamente respondeu: Não posso pagar seu preço, nos últimos anos subiu muito. Eu ri e disse: Não te disse meu preço. Mesmo assim ele continuou: Mas sei que não posso pagar. Claro que não é bem assim, ele pode me pagar muito bem. Será que pode? (risos)

2Apresentação: Alguém em determinado momento disse: A primeira impressão é a que fica. Bem que poderia ser diferente, até porque muitas vezes o primeiro contato geralmente é o mais difícil, ansiedade, medo e um misto de interrogações surgem na mente, dificultando uma apresentação, à nossa altura.  Sabemos que é difícil, sendo assim, precisamos pensar sempre: “Essa pode ser a única oportunidade da minha vida, preciso dar o meu melhor.” Se a primeira impressão é a que fica, então que seja a melhor possível.

3. Vigilância: Quando uma empresa tem interesse em determinado profissional, obviamente que a mesma fará um levantamento sobre o mesmo. Sendo assim, cuidado, você pode está sendo observado. Sabe aquele negócio de que minha vida pessoal não tem nada haver com minha vida profissional? Conto da carochinha.  Por quê? John C Maxwell sabiamente escreveu: “Não dá para ter um sistema de valores para uso no mundo dos negócios e outro para a vida pessoal. O caráter de uma pessoa rege toda a sua vida.”

    4. Paciência: Um profissional bem sucedido não nasce do dia para a noite, trata-se de um processo gradativo. Requer preparação, dedicação, eficácia e paciência. Semelhante a uma árvore assim é a nossa vida profissional, antes de lançar a semente analisa-se o solo, muitos profissionais comemoram no momento que lançam as sementes, mas é preciso compreender que lançar sementes em solos inférteis é perda de tempo. Precisamos cultivar a semente até que a mesma comece a germinar. E é lá no solo que tudo acontece, de maneira invisível a raiz é formada. É na raiz, na base que está todo o segredo. Quando os primeiros ramos começam a aparecer, é sinal de que nosso trabalho está começando. Mas a dedicação continua, a árvore precisa ser demasiadamente cultivada, de maneira que as tempestades não venham a arrancá-la. Com muito cuidado e dedicação, nascem às folhas, as flores e aí sim os frutos. Infelizmente a árvore só é vista no momento em que começa a dar frutos, até porque quem não quer sentar embaixo de uma bela sombra e comer umas frutinhas? Os que não conseguem colher por bem começam a atirar pedras na calada da noite, claro que muitas vezes o objetivo não é derrubar a árvore, mas experimentar seus frutos gratuitamente ou a preço de banana, sem se importarem é claro, com o trabalho e tempo investido do dono da árvore. Infelizmente não percebem que a pedra quando não acerta o fruto, acerta a árvore e pode muitas vezes machucá-la e dependendo das pedradas até matá-la. E o que fazer diante de tal situação, visto os frutos estarem visíveis e atraindo atenção? Preservar a nossa árvore para que seus frutos sejam raros, menos acessíveis e bastante procurados. Para que haja preço, precisa ter valor. 

     Mônica Bastos

21 de novembro de 2014

Eu nasci de novo?

“Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? (João 3:4)

Diariamente ouvimos de muitas pessoas a afirmação de que a partir do momento em que decidiram servir a Jesus, nasceram de novo; tudo isso por acreditarem que esse novo nascimento acontece de maneira automática. Afirmar tal proeza é fácil, difícil mesmo é comprovar toda essa mudança, não porque a mesma não exista, mas pelo simples fato de alguns crerem que para nascer de novo não é necessário nenhum esforço, como se tudo acontecesse num passo de mágica.
O que é esse novo nascimento? Quando Cristo nos alerta da necessidade de nascer de novo, ele está nos orientando a transformar a nossa vida, de maneira que venhamos estar totalmente abertos para um novo aprendizado. Abertos para aquilo que ele tem a nos ensinar através da sua palavra. Nascer de novo significa esquecer tudo o que aprendi até aqui, e decidir viver uma nova história. Por que alguém se submeteria esquecer tudo o que viveu até aqui, a ponto de desejar viver uma nova história?
Isso não acontece com todos, mas sim com aqueles que em determinado momento da vida, chegaram à conclusão de que nada valeu à pena. O caminho trilhado não os levou a lugar algum e hoje, sofrem certos de que fracassaram. Nascer de novo é uma opção dada por Cristo, àqueles que querem recomeçar de maneira diferente. É o que podemos chamar de “ segunda chance.”
A palavra de Deus nos diz: E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento.”(Marcos 2:17)
Seria tudo tão perfeito, caso, os doentes assumissem a sua condição de paciente especial, ao invés de assumirem a condição de médico, que neste caso pertence a Cristo. Faz-se o compromisso de nascer de novo, no entanto, após compromisso firmado, não ouve as orientações de Cristo, acerca das etapas do novo nascimento. Sabe o que acontece com paciente que não aceita as orientações do médico? Indisciplinado, não toma a medicação recomendada, sem paciência, assina termo de responsabilidade para receber alta antes do prazo determinado, sai do hospital, certo de que está curado e começa sem experiência alguma a prescrever medicamento para todos aqueles, que encontra e que apresentam os mesmos sintomas, ao qual o mesmo foi acometido em momento anterior. Nós sabemos muito bem, que um mesmo sintoma, pode ser sinal de doenças completamente diferentes; precisamos estar atentos ao detalhe que, medicação sem prescrição médica é muito perigoso.
No final de tudo, o mesmo paciente, com sorte, volta ao hospital, outros infelizmente não conseguem outra chance. Imaginem aqueles que cruzaram o seu caminho e por eles foram medicados?
Um paciente, mesmo curado, não está apto a prescrever medicamento, imagine aquele que acha que já está curado? Infelizmente nos dias de hoje, as pessoas estão se esquecendo de indicar o médico dos médicos, como se o mesmo fosse dispensável. Devemos indicar o médico ao paciente, esperar que o mesmo seja por ele tratado. Após a liberação, podemos acompanhá-lo, ajudando-o a seguir as orientações do médico.
Infelizmente a pessoa vai ao hospital uma única vez e já quer sair doutor. O único problema é que doutor não se forma em hospital e sim em universidades.
O hospital é o primeiro lugar em que nós seres humanos, que almejamos nascer de novo passamos, sim, é lá que com auxilio do médico nascem os bebês. É preciso lembrar que bebê não nasce andando, muito menos falando. O médico manda pra casa, no entanto, o mesmo precisa de auxilio, apoio e cuidados especiais. Dando início ao processo gradativo do novo nascimento ao qual decidimos nos submeter.
Em outro momento aprenderemos as etapas do processo do novo nascimento.

Mônica Bastos

16 de novembro de 2014

Inversão de valores.De quem é a culpa?

“E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”(Romanos 12:2) 

Ouço muitas pessoas indignadas com a evolução da natureza humana, a cerca da inversão de valores. A culpa na maioria das vezes recai sobre a globalização e o processo evolutivo da tecnologia. Há aqueles que atribuem ao rádio, a tv, a internet e muitas vezes a universidade a responsabilidade por essa perda de valores. É triste saber que vivemos em uma sociedade, onde as pessoas não sabem exatamente o que é certo e o que é errado.
Então, de quem é a culpa? Acreditamos que essa inversão de valores é fruto da capacidade que o ser humano tem de influenciar e também ser influenciado. Sendo assim, podemos dizer que na mesma fonte está o veneno e também o antidoto.
No Capitulo 3 do livro de gênesis, não encontramos tv, internet, rádio e muito menos universidade. Mas percebe-se no início da criação a dificuldade do ser humano em fazer distinção do certo e do errado. Ao ler esse capítulo podemos perceber claramente, ambição, desobediência, mentira, sede de poder etc. Tudo isso graças a fragilidade do ser humano em se deixar influenciar. Naquela época a serpente influenciou Eva e Eva automaticamente influenciou Adão. De quem é a culpa Adão? De Eva. De quem é a culpa Eva? Da serpente. De quem é a culpa serpente?
Eva e Adão tinham opção, deixar-se influenciar pelas orientações de Deus, ou deixar-se influenciar pelas orientações da serpente. Adão, Eva e a serpente habitavam no mesmo lugar.
A serpente ainda se faz presente na nossa atualidade, cumprindo simplesmente o seu papel. Manipulando a humanidade. Cabe a nós preservarmos os nossos valores e passarmos adiante. A bíblia nos orienta: “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.”(Provérbios 22:6)
Como fazer isso? Difícil. Nós pais já não nos encontramos mais em casa para educarmos os nossos filhos, não temos tempo para passar para eles os nossos valores, aqueles que aprendemos. Sim, estamos ocupados demais trabalhando para conquistar uma vida melhor para a família. Espera? Não entendi. A estrutura financeira do lar é mais importante que a estrutura emocional e afetiva? Esses são os valores que nós pais temos? Então, não podemos reclamar dos nossos filhos quando estão sendo educados pela tv, net, rádio, escolas, universidades, colegas, ou seja pela serpente. Tem certeza que a culpa é mesmo da tecnologia? A tecnologia e nós habitamos no mesmo lugar, é correto culpá-la de exercer o seu papel? Esse tipo de atitude parece desculpa para não assumirmos a nossa responsabilidade no quesito negligência.
Não é  tv ou internet que devem sair da nossa casa, nós é que devemos voltar para lá e cumprir o nosso papel de pais. Nós somos influenciadores, temos a obrigação de influenciar e preparar os nossos filhos para o mundo, para que em momento posterior não venham inverter valores.
A inversão de valores acontece dia a dia dentro do nosso lar, quando sem perceber, deixamos de olhar para os nossos, para observarmos as falhas e o desvio dos outros. Nossos filhos precisam ser ensinados diariamente o que é certo e o que é errado. Protegê-los do erro, não fará com que se tornem seres humanos melhores, apenas indiferentes à necessidade do outro.
Assim como Adão e Eva, ainda habitamos no mesmo mundo que a serpente, o que não podemos permitir é ser influenciados por ela. Está em nós o poder de influenciar e também de sermos influenciados. Você decide.

“Não procure ser um homem com êxito, e sim um homem com valores.”(Albert Einstein)


Mônica Bastos

23 de outubro de 2014

Manter ou perder?

Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor...(Os 6:3)
Deus é onisciente, buscar conhecê-lo deve ser algo constante na nossa vida. Para quem almeja ser bem sucedido, a indicação é se aproximar d’aquele que verdadeiramente sabe todas as coisas. Quanto mais próximos ficamos do Senhor, mais aprendizado, adquirimos. 
Ao ler a palavra de Deus em Naum 1:2 que diz: “O Senhor é Deus zeloso...” aprendemos sobre mais um atributo de Deus, o zelo. Ao pesquisar no dicionário o significado da palavra zelo encontramos: Cuidado, dedicação, atenção, empenho, esforço, ou seja, ser zeloso é ter cuidado, é saber zelar de algo ou de alguém. É ter responsabilidade com aquilo que nos interessa.
Deus é um Deus que cuida de tudo que lhe pertence, com atenção e dedicação. Ele cuida de nós, porque pertencemos a ele. “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.(Romanos 11:36), no entanto, será que estamos sendo zelosos, cuidadosos  com aquilo que o Senhor têm nos dado? Deus é bom, e nos presenteou com o dom da vida, infelizmente muitas vezes nos comportamos como se a VIDA, não fosse importante e começamos a cobrar de Deus mais e mais. Se não cuidamos da nossa própria vida, do nosso corpo, da nossa mente, da nossa alma, porque motivo Deus nos daria mais? Para desprezarmos? Não é Deus quem não tem nos dado, nós é que não percebemos a grandiosidade de tudo aquilo que temos recebido.
Muitas vezes não entendemos o porquê de algumas perdas, mas precisamos estar certos de que, tudo aquilo que é deixado de lado, acaba se deteriorando. Sendo assim, precisamos aprender que tudo, tudo nesta vida requer de nós manutenção, ou seja, zelo. No entanto somos livres e temos algumas opções:

1. Manutenção preventiva: A manutenção preventiva é quando trabalhamos em prol de prevenir a ocorrência de problemas futuros. É quando olhamos para tudo o que temos, valorizamos e temos a convicção de que não queremos perder. Quando valorizamos algo e não queremos perder, é necessário que haja investimento da nossa parte, no quesito manutenção.  Essa é uma orientação válida tanto para os bens tangíveis, como também para os bens intangíveis. Infelizmente muitas vezes, só nos damos conta de que algo é realmente importante, quando percebemos que estamos prestes a perder. Agir preventivamente é uma maneira inteligente de evitar perdas desnecessárias.

2. Manutenção corretiva: A manutenção corretiva é quando trabalhamos para concertar algo que está em mau funcionamento, devido a nossa falta de cuidado. É o momento que podemos chamar de alerta. Quando aquela luz vermelha começa a picar sem parar e imediatamente corremos para apagá-la, e muitas vezes até bate o desespero quando percebemos que já apertamos todos os botões e nada, ela continua ali piscando. É uma luz que incomoda, pois damo-nos conta de que verdadeiramente existe um problema e que infelizmente todos à nossa volta estão percebendo, pois ela não para de piscar. É como se gritasse: Estou quebrado, estou quebrado... Depois de tentarmos tudo, chegamos à conclusão de que precisamos de ajuda, sozinhos não conseguiremos resolver o problema, precisamos do auxilio e da interferência de alguém que entenda da situação e que de fato possa nos ajudar a fazer com que aquela luz de alerta se apague. E sabe o que importante nessa correção? Fazer as coisas da maneira mais certa possível, sem remendos ou quebra galhos. Para que tudo volte a funcionar como antes, é necessário investimento da nossa parte na reposição de peças, precisamos de peças novas, até porque sabemos que remendo não funciona, pode até resolver a situação por um período, no entanto, se vier a dar defeito novamente, possa ser que não tenha mais concerto. É hora da revisão, é o momento de substituir tudo o que está danificado, desta forma, teremos certeza de que o concerto foi realizado da melhor maneira possível. E depois, não podemos esquecer: Manutenção e de preferência, preventiva.

3. Substituição: A substituição é quando deixamos de cuidar daquilo que temos, a ponto de destruir. É quando percebemos que não há mais concerto, e que a única saída é a substituição. Essa é a parte mais difícil; em relação aos bens tangíveis podemos dizer que há perdas de dinheiro, nos bens intangíveis as perdas são bem maiores. Será que estamos prontos para aceitar que por falta de zelo e manutenção perdemos aquilo que é tão precioso para nós? Será que estamos prontos para assumirmos a responsabilidade da nossa falta de cuidado? Não podemos responsabilizar outras pessoas por aquilo que é de inteira responsabilidade nossa. Poderíamos considerar a fase da substituição a mais dolorosa, mas ela é também uma das mais proveitosas, pois nesta fase, temos a oportunidade de refletir sobre as nossas falhas, não para nos punir, pelo contrário, é o momento de olhar para frente e saber que por mais difícil e doloroso que seja manter, nada é comparado à dor da perda, principalmente quando sabemos que a responsabilidade é nossa, ou seja, saber que perdi porque não cuidei.

Segundo Fernando Lapolli: "O valor não está na forma em que você conquista, mas sim na habilidade de manter o que você conquistou."

Mônica Bastos

31 de agosto de 2014

Como anda o meu copo?

Todos nós seres humanos, de alguma forma buscamos alcançar a auto realização, e é claro que a nossa vida profissional está inserida neste contexto.
Para algumas pessoas, atingir o último patamar da pirâmide de Maslow não é nada fácil, já que a insatisfação profissional é algo bastante presente. O que muitos, custam a compreender é que esta insatisfação profissional, geralmente é ocasionada pelo próprio profissional, que de alguma forma permitiu-se ser picado pelo o que podemos chamar de o “mosquitinho da estagnação”, inseto que é facilmente atraído por água parada.
Muitos profissionais passam grande parte da vida tentando alcançar objetivos que foram traçados no início da carreira, é como se trabalhassem em prol de encher um copo, e isso é bastante louvável, desde que compreendam que encher o copo não é o fim da carreira, pelo contrário, quando isso acontece é nos dada uma oportunidade de dar início a um novo começo.
Ao olhar para um copo cheio de água (vida profissional) podemos ter uma leve sensação de dever cumprido, pois a primeira coisa que percebemos é que não há espaço em seu interior para mais nada, e ainda que quiséssemos acrescentar algo o mesmo transbordaria, sendo assim: O que fazer quando o nosso copo está cheio? Temos algumas poucas opções:

1. Estagnar: Podemos optar por não nos movimentar e mantermo-nos inertes, sem qualquer evolução ou progresso. No entanto, não podemos esquecer de que, mesmo uma água limpa e bastante saudável, não pode ficar parada por muito tempo, de forma que, em algum momento a mesma terá que ser descartada e ninguém merece ser acusado e culpado de descartar o inutilizável.
2. Esvaziá-lo: Podemos esvaziá-lo e enchê-lo novamente, porém precisamos estar cientes de que quando esvaziamos um copo cujo conteúdo, para nós é importante, não só desperdiçaremos o seu conteúdo, como também todo o trabalho e tempo investidos para enchê-lo. Sem contar na monotonia ao qual seremos submetidos, ao realizarmos um trabalho altamente repetitivo. Entraremos na dança do enche e esvazia.
3. Deixá-lo transbordar: Podemos diariamente inserir conteúdo em seu interior, mesmo sabendo que não há espaço, deixamos transbordar. É o momento em que começamos a ultrapassar limites e desenvolver um trabalho totalmente ineficaz. Sem perceber, tornarmo-nos profissionais impetuosos com comportamentos totalmente coléricos que contaminam o ambiente de trabalho. 
4. Encher novos copos: Podemos simplesmente continuar, certos de que, novos copos estão à nossa inteira disposição, esperando para serem preenchidos. É optar por continuar, de maneira eficiente e altamente produtiva, mantendo as perspectivas como profissionais e principalmente, a satisfação profissional.
É preciso ter a compreensão de que não podemos nos comportar como se já estivéssemos chegado ao ápice das nossas carreiras. Onde estão os nossos projetos? Onde estão os nossos sonhos? Será que estão esquecidos dentro de alguma gaveta por aí? 
Quando permitimos estagnar, esvaziar o copo ou até mesmo transbordá-lo, automaticamente, concordamos em ficar para trás. Estamos cercados de profissionais que diferente de nós; sonham, planejam, trabalham, enchem seus copos e logo procuram outros copos para encherem. Novos profissionais chegam ao mercado de trabalho, cheios de energias e convictos de que existem muitos copos esperando por eles. Profissionais que estão simplesmente aguardando uma oportunidade para mostrar todo o seu talento, disposição e potencial. 
Quando devo parar de encher o meu copo? Acredito que no momento em que decidimos parar de trabalhar, do contrário, enquanto optarmos por uma vida profissional ativa, devemos ter sempre em mente, a preocupação em dar o nosso melhor, pois a nossa jornada continua. O trabalho deve ser desenvolvido com excelência, certos de que ainda temos um dever a cumprir, não somente com a empresa, ou até mesmo com o nosso líder, mas com nós mesmos, afinal de contas, não basta começar bem, temos que terminar bem. 
Precisamos seguir, compartilhando o nosso conhecimento, deixando os copos cheios para traz. Quando dividimos o nosso conhecimento crescemos, evoluímos e construímos o nosso legado, afinal de contas, é o momento da Gestão do Conhecimento (KM Knowledge Management), onde saber muito, não significa maior poder de competição. Onde todo conhecimento existente na empresa, nas pessoas, nas veias dos processos e no coração dos departamentos, pertence também à organização.
Copos de grandes profissionais não transbordam e muito menos precisam ser esvaziados. E você? Como anda o seu copo?

Mônica Bastos


24 de agosto de 2014

Traveling in mayonnaise

A palavra de Deus nos orienta: “Porque, sendo vós sensatos, de boa mente tolerais os insensatos.(2 Coríntios 11:19)Pensa num negócio difícil, principalmente quando estamos deparando-nos todo o tempo com irmãos que vivem “viajando na maionese”, banalizando a palavra de Deus sem qualquer pudor.
Muitos nem se preocupam mais em ler a bíblia e aprender de fato a lei do Senhor, já que quando decidem ouvir Deus, optam por buscar os “profetas”, sim, pois ouvi-los é sempre mais agradável, até porque sempre falam aquilo que todos querem ouvir, do contrário, pode ter certeza, o profeta é falso, ou está sendo usado pelo diabo. E de quem é a culpa? Não podemos generalizar, mas acredito que grande parte disso tudo, sem dúvida, é culpa dos pastores, que ao invés de fazerem o serviço para o qual foram chamados, ficam inventando moda e apascentando a si mesmos.Qual é o papel do pastor, se não o de apascentar as ovelhas?

Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas? (Ezequiel 34:2).
Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o SENHOR. (Jeremias 23:1).
As fracas não fortalecestes, e a doente não curastes, e a quebrada não ligastes, e a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza. (Ezequiel 34:4).

O que significa apascentar? Cuidar, levar até o pasto, alimentar, nutrir etc. Por que muitos pastores não apascentam as ovelhas do Senhor? As ovelhas atualmente são muito independentes, complicadas e nem sempre querem ouvir as orientações do pastor da igreja, sendo assim, a melhor forma de mantê-las no aprisco (igreja) é deixando-as fazer o que bem querem. Os sermões são bem elaborados, as palavras são altamente calculadas, para não magoar, chatear ou ferir. O culto é direcionado para a plateia e elaborado de maneira que prenda a atenção de todos. Palavras sobre salvação, pecado, juízo final, cruz, vontade de Deus, caminho estreito e inferno são facilmente substituídas por prosperidade, bênçãos e cura. No entanto, o que temos esquecido é que a verdade é que liberta: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." (João 8:32)Precisamos pregar a verdadeira palavra de Deus, pois nela é que está o poder. A palavra de Deus não precisa de nossas técnicas e ou efeitos especiais para fazer efeito, ela é viva, é a voz de Deus. Quando fazemos coisas deste tipo estamos tentando tirar o mérito da palavra e colocando no nosso método. O propósito hoje é outro, é competir e pregar melhor que o outro, nem que para isso precise enfeitar um pouquinho."Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém." ( Romanos 1:25).

A palavra de Deus não precisa da nossa alta performance: "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4:12).
É hora de parar de pensar em números e pensar em qualidade, investindo na vida das pessoas de maneira que venham a ter uma transformação genuína e que de forma dedicada busquem o céu. Precisamos parar de iludi-las com um evangelho fácil e medíocre, orientando-as a diariamente buscar o Senhor de maneira que venham a conhecê-lo verdadeiramente, para que possam de fato agradá-lo.
Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas, Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor. (Jeremias 9:23-24).
Quando conhecemos Deus, paramos de viver de maneira ilusória e principalmente de viajar na maionese, pois o evangelho de Cristo é lindo, simples e puro e esse evangelho é que precisa ser pregado. Não podemos permitir ou ajudar as pessoas a se autodestruir: O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; (Oséias 4:6)Então, que possamos assumir a posição ao qual fomos chamados, pois: Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou. (João 13:16).


Mônica Bastos

17 de agosto de 2014

Direção defensiva




8 de agosto de 2014

Protagonista ou figurante?

A vida é algo tão sobrenatural, que defini-la seria quase impossível, já que é algo extremamente ímpar. No entanto, costumo compará-la a uma grandiosa e perfeita produção  cinematográfica, onde o início dá-se através de uma história, escrita pelo o melhor autor do universo, Deus. E nessa história, nós somos os protagonistas.
Acredito que houve um cuidado especial de Deus, ao escrever cada história, e o seu desejo é de que todas tenham um final feliz, até porque a sua palavra nos testifica:Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas.” (Romanos 2:11). Sendo assim, Ele não escolhe um grupo que terminará bem e outro que terminará mal. Então, a pergunta é: Por que isso acontece? Porque o autor da nossa história, diferente dos autores dos filmes normais, inicia a nossa história e depois nos inclui no processo da autoria, dando-nos a opção de fazer escolhas. Eis que hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição.” (Deuteronômio 11:26). Deus mostra-nos o caminho a seguir e nós decidimos ou não trilhá-lo, simples assim, não é mesmo? Não, infelizmente não é tão simples assim. Não é simples entender porque em toda essa produção cinematográfica, algumas pessoas ficaram com os “papéis mais interessantes”, e outros têm que se contentarem muitas vezes com participações especiais ou até mesmo com a posição de figurantes. É preciso deixar bem claro, que essa não é uma condição dada a nós por Deus, ele colocou todos nós na posição de personagens principais. O que faz com que nos sentimos como se estivéssemos assumido papéis inferiores, é simplesmente a nossa visão. A maneira como nos vemos é que faz sentir-nos inferiores. A maneira como deixamos as pessoas nos verem é que determina qual o papel estamos assumindo nesta produção cinematográfica chamada vida.
Deus não deu-nos o privilégio de vir a este mundo por acaso, todos nós somos extremamente importantes e amados por ele. “Deus é amor...” (1 João 4:16). O que precisamos compreender é que somos únicos e que cada um na sua posição de papel especial, tem uma missão a cumprir. E nessa missão cada um recebeu de Deus um DOM especial, ou seja, uma capacidade especial inata. Na prática, um dom é um potencial para desempenhar com alguma facilidade determinadas tarefas que são complexas para a maioria das pessoas.É algo muito especial e também muito importante.
Precisamos mudar a visão de que o dom de algumas pessoas é mais útil ou mais importante que o nosso, ou muitas vezes, até mais divertido. Esse pensamento é altamente ingrato e egoísta. Para que qualquer projeto seja bem sucedido, é preciso que haja um excelente trabalho em grupo, onde cada um possa exercer com excelência o seu dom.
Já pensou se no nosso corpo só houvesse cabeça? O quem sabe, só braço? Talvez só olho? Como que conseguiríamos viver? Assim também é na nossa produção cinematográfica chamada vida, todos nós assumimos a posição de papel principal, sabendo que cada um tem uma missão a ser cumprida, missão essa que não poderemos realizar sozinhos. Para alguém estar no palco, é preciso que a equipe que está atrás das cortinas trabalhe arduamente. E para fazer o palco valer à pena, precisamos nos esforçar muito para que a equipe da plateia faça a sua parte.
Todos nós devemos aprender a valorizar e honrar a nossa história, nos esforçando para cumprir a missão para o qual fomos chamados. Seja qual for a nossa posição ou função nesta terra, é preciso entender que por mais fútil, difícil ou até chata que pareça ser, acredite em mim, isso não é verdade. Você, eu, nós, somos igualmente importantes e especiais.

Mônica Bastos

“Cada um exerça o dom que recebeu para servir os outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas.” (1 Pedro 4:10)


6 de julho de 2014

O que fazer quando o barco está afundando?

Quem em algum momento da vida não fez planos? Quem não sonhou com aquele tal empreendimento ou até mesmo com aquela posição na empresa? Muitas vezes sonhamos, planejamos, colocamos a mão na massa e conseguimos alcançar todos os nossos objetivos profissionais e também pessoais, mas infelizmente, muitas vezes, de uma hora para outra, as coisas começam a desmoronar e tudo aquilo que levamos anos para conseguir, simplesmente está prestes a desaparecer.
O que fazer? Talvez a solução esteja na resposta das duas perguntas abaixo:
- Porque o meu barco está naufragando?
- O que fazer para impedir que o meu barco naufrague?

Motivos que levam um barco a naufragar:
 Erros de cálculos na construção da embarcação (Visão): Antes de abrirmos uma empresa ou iniciarmos a nossa vida profissional é preciso saber exatamente o que queremos, de forma que não venhamos a entrar em um negócio que traga-nos prejuízos. É importante saber exatamente qual é a nossa visão e mantê-la. A visão de uma empresa ou de um profissional traduz as suas aspirações para o futuro, ou seja, são as suas perspectivas de crescimento, indicando o caminho que se pretende percorrer e o alvo a ser alcançado. Quando um profissional ou empresa perde a sua visão, ambos ficam estagnados, perdem completamente o rumo. Sem expectativas, não se renovam e consequentemente ficam para traz.
 Mudança de rota (Missão): É preciso saber quem somos, e principalmente o que queremos. Saber exatamente qual é a nossa missão. A missão de um profissional ou de uma empresa, é a sua razão de existir, é a sua essência e sua proposta em relação ao ambiente em que atua. A missão o impulsiona a prosseguir, é a sua força e motivação para não desistir.
Quando o profissional ou empresa perde a sua missão, automaticamente perde a sua essência. Sem a essência tende a mudar a rota, navegando por águas desconhecidas e misteriosas, correndo o risco de perder-se em alto mar.

 Perfuração no casco: Quando falamos de uma embarcação, sabemos que para mantê-la navegando é necessário que o casco esteja intacto, livre de quaisquer perfurações. Na empresa ou na vida profissional não é diferente, precisamos manter os pés no chão. Não podemos agir de maneira leviana, colocando o braço aonde não podemos alcançar. Estabilidade é fundamental para que possamos prosseguir. Não conseguiremos de maneira alguma alcançar o sucesso, deixando pendências para traz. Sabe qual é o maior perigo das perfurações no casco de uma embarcação? Elas permitem que entrem água na parte submersa do barco, aquela parte quem ninguém vê. Visivelmente não há estragos, mas chega um momento que a água toma conta, trazendo instabilidade para embarcação. Uma embarcação instável não está adequada para lidar com as mudanças climáticas, muito menos vencer as tempestades vindouras.
 Falha na navegação: Comandar uma embarcação não é fácil, é preciso haver preparação. A falha humana é um dos motivos do naufrágio. Muitas vezes, a falta de experiência do comandante leva o barco a colidir contra rochas submersas ou contra outros barcos. Numa empresa ou na vida profissional não é diferente, caso não estejamos preparados, corremos grande risco de colidirmos com superiores, subordinados, fornecedores ou demais membros da equipe, provocando um estrago enorme, afinal de contas, sozinhos não conseguiremos ir muito longe.
 Abandono do barco: Tempestades não são fáceis de serem enfrentadas, no entanto é preciso vencê-las, principalmente quando estamos no comando do barco. Se nós que estamos no comando, fugirmos das tempestades será que os nossos subordinados estarão aptos a sair dela? Por mais difíceis que as coisas pareçam estar, fugir não é uma opção sábia. É preciso estar ciente de que algumas tempestades são causadas por nós, por nossas decisões e atitudes equivocadas. Mudar de barco não resolve o problema, pois com certeza a tempestade nos acompanhará.

Como impedir que o barco naufrague?

 Acordar: É muito difícil admitir que a nossa vida profissional ou empresa chegasse a tal ponto, pois bem, acordar é a primeira opção. Infelizmente muitas pessoas dormem enquanto o barco afunda. É hora de reconhecer o estrago. Como concertar algo que na minha visão não está quebrado? Difícil, não é mesmo?
 Analisar os estragos: É necessário fazer um levantamento de toda a situação. Em um barco que está prestes a afundar, é preciso ver o que se pode aproveitar.
 Tirar o excesso de peso: Infelizmente chegou a hora de optar pelo indispensável. Não podemos carregar tudo, então precisamos nos livrar do peso. Tire tudo que porventura for dispensável, é difícil se desfazer de algumas coisas, regalias, funcionários, mas infelizmente, não temos opção, caso contrário, todos afundarão. É hora de esvaziar o barco.
 Navegar para terra firme: Talvez seja a hora de parar um pouquinho e buscar terra firme. Essa não é uma decisão nada fácil, porém a mais sensata. Se não conseguimos navegar de maneira segura é preferível buscar terra firme para tomar um fôlego. Precisamos de um tempo para concertar as coisas.
 Concertar as perfurações no casco: A única maneira de voltar a navegar de maneira segura, é concertando as perfurações do casco. Porém de antemão é bom sabermos o que causou os estragos. Precisamos evitar novas perfurações, afinal de contas, não queremos novamente correr o risco de naufragar.
Mônica Bastos
“Tolo é aquele que naufragou seus navios duas vezes e continua culpando o mar.” (Públio Siro )




27 de junho de 2014

Conte-me com quem tu andas e te direi quem és


Quem em algum momento da sua vida, não foi orientado a se afastar de alguém que não dava bons exemplos? Quem não resistiu dizendo: Não é porque fulano se comporta de maneira inadequada, que tenho que fazer o mesmo? Concordo plenamente. Não temos que fazer o mesmo, mas infelizmente tenho que concordar com o intelectual Alemão Karl Marx, quando diz: “O Ser humano é um produto do meio.” De fato, não nascemos prontos. Quando chegamos a este mundo, somos apenas pequenos seres, com um futuro totalmente incerto, sem escolhas, sem opções. Não posso dizer lançados à própria sorte, visto entender e crer que existe um CRIADOR, que determina todas as coisas. Um CRIADOR que determina em qual lar cada um nascerá, para que de alguma forma, dolorosa ou não, cumpra a sua missão de vida. E é nesse meio que somos formados, ou seja: “Não somos, simplesmente nos tornamos”.
Através das nossas relações somos moldados, seres humanos com um bom caráter ou com um mau caráter. Sendo assim, antes de julgar e condenar é preciso no mínimo compreender a estrutura de cada um. Nem todas as pessoas são privilegiadas em relação à sua formação como individuo. No entanto, a nossa formação como individuo não está restrita simplesmente ao âmbito familiar, temos a oportunidade de conviver com outros grupos. À medida que ingressamos na escola, por exemplo, e quando passamos a nos relacionar com a família dos amigos dos pais, aos poucos vamos descobrindo que temos escolhas, que podemos ou não ser como os nossos pais, que podemos ou não ser como os nossos irmãos e amigos.
Descobrimos que a história da nossa família independe da nossa. Meu futuro ainda não está escrito, ele está em minhas mãos, e vai depender muito das minhas escolhas. E a primeira delas é saber exatamente quem sou eu e em quem quero me tornar e para isso, precisamos de referências. Precisamos de alguém em quem nos espelhar.
É hora de decidir qual grupo devo pertencer, ou seja, preciso pertencer ao um grupo que me oriente e me ajude a tornar-me quem de fato quero ser. Um grupo que me ajude a ser um ser humano melhor e a crescer como pessoa.
Não sou águia, nunca vou ser águia, mas me relacionando com as águias posso aprender a fazer o meu ninho nas rochas, nos penhascos mais elevados e nas árvores mais altas. Posso aprender a ser guerreira, enfrentar tempestades, a mudar a minha visão, a ser mais rápida e quando necessário me renovar. E com muito esforço e dedicação, posso até aprender a voar.
Não sou porco, nunca vou ser porco, mas me relacionando com porcos posso transmitir uma imagem suja e fedorenta. Posso me adaptar rapidinho ao chiqueiro. Viver sem expectativas, afinal de contas, porcos não vivem muito. Posso aprender a comer farelo e principalmente a me sentir muito bem na lama.
Conte-me com que tu andas e rapidamente direi quem és.

Mônica Bastos