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As ilusões sustentam a alma como as asas sustentam o pássaro

  Recentemente, assisti a uma série que retrata a história de uma banda formada por garotas que alcançou sucesso nos anos 2000, mas logo caiu no esquecimento. Duas décadas se passaram e elas se reúnem para tentar recuperar a fama perdida.   Durante todo esse tempo, as garotas perderam o contato entre si e tudo que sabiam uma das outras era através das redes sociais.  Uma das integrantes, em particular, exibia uma vida luxuosa em seu Instagram, com fotos de viagens em jatos particulares e ostentação de riqueza, o que levava as outras a acreditarem que ela era extremamente bem-sucedida.   No entanto, quando elas finalmente se reencontram, a ilusão criada nas redes sociais desmorona. A vida luxuosa era apenas uma fachada, e a amiga em questão trabalhava em um aeroporto, emprego que facilitava tirar fotos em jatos particulares.    É impressionante como as redes sociais têm o poder de distorcer a realidade. As pessoas são facilmente enganadas pelas imagens ...

A língua dos sábios produz a cura

    A arte da conversa é uma das habilidades mais preciosas que possuímos. No entanto, por muito tempo, fui aquela pessoa que monopolizava as conversas sem perceber a inconveniência e o egoísmo dessa atitude. Afinal, quando nos reunimos para conversar, devemos falar, mas também ouvir.   Lembro-me das vezes em que alguém me alertava: "Você fala demais". Achava aquilo engraçado e não dava importância, até que um dia tive uma epifania e finalmente compreendi a importância das palavras.   A Bíblia nos lembra, em Provérbios 12:18, que “Quem fala levianamente fere como espada, mas a língua dos sábios produz a cura”. As palavras têm o poder de curar quando usadas com sabedoria. Por que desperdiçá-las levianamente?   Embora ainda goste de conversar, salvo àqueles momentos de diversão ao lado de amigos, onde realmente as “fichas” precisam ser distribuídas, aprendi a importância de usar as palavras com cuidado.    Estamos vivendo dias bastant...

Óleo e água não se misturam

    Na infância, minhas amigas e eu nos divertíamos tentando misturar óleo e água, sem compreender por que essa mistura era impossível. Com o tempo, aprendemos que há uma explicação lógica para isso. De acordo com especialistas, a diferença de polaridade entre as substâncias impede a união entre elas.   Contudo, não são apenas o óleo e a água que enfrentam dificuldades para se misturar. Nós também. Uma das maiores resistências do ser humano é se relacionar com pessoas que considera "diferentes". E por isso, para alguns, é bem mais cômodo conectar-se com àqueles os quais encontram semelhanças concernentes às suas preferências.  Conviver com pessoas que têm sonhos, pensamentos e interesses diferentes dos nossos pode parecer desafiador. No entanto, apesar de a água e óleo não se misturarem, não significa que nós não podemos aprender a lidar com essas diferenças. Afinal, ninguém é igual a ninguém, e as diferenças não devem ser vist...

Nem todas as “jaulas” são iguais

  Em 1965 o psicólogo Seligman, da Pensilvânia, realizou um experimento com cães, sem causar danos aos animais.   Ele separou dois grupos de cães. Os grupos foram colocados em duas jaulas, cujo chão estava conectado a uma corrente elétrica, que disparava pequenos choques, de baixa intensidade, porém incômodos. Havia uma diferença, entre as jaulas, em uma delas, havia um dispositivo onde os animais conseguiam desligar o sistema que provocava os choques. O segundo grupo podia desligar os choques, enquanto o primeiro era obrigado a se acostumar com o incômodo.   Após se acostumarem com suas condições, ambos os grupos foram colocados em uma terceira jaula, idêntica às anteriores, mas com uma pequena barreira removível para escapar dos choques. Surpreendentemente, os cães do primeiro grupo, que não podiam desligar os choques na primeira etapa, não tentaram pular a barreira na terceira jaula, mesmo com a possibilidade de escapar. Já os cães do segundo grupo, que tinham controle...

O infortúnio do invejoso

Vivemos em um mundo onde a puxada de tapete tornou-se comum, mas muitas vezes somos nós mesmos que puxamos nosso próprio tapete, através de sentimentos autodestrutivos.   Um dos sinais dessa autodestruição é a falta de bom senso para assumir a responsabilidade pelas nossas escolhas e ações. Costumamos atribuir nosso sucesso a nós mesmos, mas nossos fracassos, muitas vezes, são atribuídos aos outros.   O problema é que o fracasso traz consigo sentimentos negativos como revolta, ódio, medo, frustração e amargura, que podem se transformar em inveja. Como diz o ditado: “Gente feliz não inferniza a vida alheia”. Quando estamos bem com nossas próprias conquistas, nos alegramos com as conquistas dos outros. Portanto, se estamos preocupados com a vida de alguém e incomodados com as suas conquistas, é um forte indício de que precisamos olhar para nós e fazer uma autoanálise.   Apesar de ser um sentimento íntimo, a inveja é perceptível. É desagradável estar com alguém que só sabe f...

Crianças crescem

    Essa semana, duas notícias trouxeram à tona questões profundas sobre preconceito e falta de empatia em nossa sociedade. Na primeira, uma professora do ensino médio, negra, recebeu de um aluno, no dia internacional da mulher, uma palha de aço como presente. O constrangimento sentido por ela diante desse gesto revela a persistência de atitudes racistas em nosso meio.   A segunda notícia envolveu três jovens estudantes de uma faculdade, que gravaram um vídeo debochando de uma colega mais velha, de 40 anos. No vídeo, fazem comentários desrespeitosos e preconceituosos sobre a idade da colega, sugerindo que ela já deveria estar aposentada. Esses episódios evidenciam a falta de respeito e empatia presentes em alguns jovens, mesmo em uma era digital em que a informação é acessível a todos.   O comportamento desses jovens levanta questionamentos sobre a sociedade que estamos criando. Será que estamos tolerando demais o desrespeito e a falta de empatia? As pessoas parecem ...

Que diminua eu, para que ele cresça?

Viver nem sempre será leve e agradável, pode ser cansativo e massacrante. Partindo deste pressuposto, podemos afirmar, que nem todas as pessoas veem a vida de forma positiva. Isso porque todos os seres humanos são diferentes psicologicamente e individualmente tem uma história de vida. ­­­Alguns têm um repertório melhor que outros para lidar com emoções. Até porque, não é fácil conseguir manter-se sereno diante das adversidades administrando as emoções. Enquanto uns acreditam que são responsáveis pela construção da sua própria história e seguem em busca de alcançar aquilo que tanto almeja, outros optam por assumir o papel de vítima. Aqueles que adotam tal postura, atribuem tudo o que acontece em suas vidas, à má sorte, ou a interferência de terceiros. Distorcem a realidade e terceirizam a responsabilidade. Alguns são extremamente dramáticos e manipuladores, e muitas vezes acabam sendo preservados de críticas, por serem mais suscetíveis à compaixão. Aqueles que agem diferente em relação ...

Educação vem do berço

  Essa semana estava me lembrando das aulas de ciências, das séries iniciais do ensino fundamental. Não entendo nada desta disciplina, mas impossível esquecer a minha professora dizendo: “Os seres vivos são aqueles que nascem, crescem, se reproduzem e morrem”. Apesar de não pararmos para pensar nessa definição, este é o ciclo natural da vida. Contudo, à maneira pela qual as pessoas passam por cada fase deste ciclo, é completamente individual e muito parecido com uma construção. Numa construção, o alicerce é uma das partes mais importantes. O alicerce bem feito impede o desmoronamento da obra. Na nossa vida não é tão diferente, isso porque, o sucesso pessoal e profissional de qualquer indivíduo depende da sua estrutura, da sua base. E a base de todo o ser humano é a família. É através da família que aprendemos as lições mais valiosas desta vida. É no seio dela que desenvolvemos o nosso caráter, estabelecemos as nossas crenças e identidade. Daí a importância de se ter uma famíli...